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quinta-feira, 27 de março de 2014

FESTA DA POESIA - DIA 3 DE ABRIL DE 2014


 BIBLIOTECA ESCOLAR

"FESTA DA POESIA"

passadeiras de palavras




Vamos celebrar a Poesia, este género maior da literatura, por vezes, tão esquecido, concebendo magníficas passadeiras poéticas, cujas palavras tão belas vão transpor os nossos muros, incitando a comunidade circundante a participar de uma forma verdadeiramente ativa.





Com esta atividade procura-se promover a importância que o texto poético representa nas artes e na cultura ao longo dos tempos, dando a conhecer alguns poetas de expressão portuguesa e lusófona.


Por que a educação não se pode esgotar na mera tarefa de ensinar, para além da apropriação de conhecimentos, queremos contribuir para que esta iniciativa represente momentos significativos de reflexão, de convívio salutar e de enriquecimento coletivo, firmando uma nova etapa na vida das várias instituições, muito para além dos olhos…


  Festa da Poesia

·       Declamação de poemas por alunos, professores e outros elementos da comunidade
·       Dramatização de vários poetas lusófonos
·       Participação de escritores convidados
·       Atuação do grupo do clube artístico de canto e dança “CANTAL’TO” da Escola Secundária de Fonseca de Benevides
·       Quermesse de poesia em “LISBOA”
·       Atuação do grupo “diálogos”: “Miopias” - recital poético musicado

Parcerias

·       Escola S. Rainha D. Amélia

·       Escola B. 2.3. Francisco Arruda

·       Universidade Sénior de Alcântara

·       Biblioteca da Junta de Freguesia de Alcântara

·       Biblioteca Municipal de Belém








  

Objetivos gerais


 

·       Criar parcerias externas, ampliando a integração entre a escola e a comunidade



·       Fortalecer a escola pública, desenvolvendo trabalho colaborativo com outras escolas, entidades e comunidade escolar em geral



·       Promover a qualidade da educação, através da implementação de um projeto conjunto



Objetivos específicos






·       Promover o gosto pela leitura e escrita do modo literário da poesia



·       Conhecer poetas lusófonos



·       Estimular a prática da leitura expressiva de poemas



·       Favorecer o desenvolvimento da criatividade



·       Criar convívio e permutas culturais entre públicos intergeracionais



·       Impulsionar a realização de projetos em parceria com outras instituições

















APROVEITE... VÁ GRATUITAMENTE AO TEATRO



Dia Mundial do Teatro 2014


©Abílio Leitão



O TNDM II assinala o Dia Mundial do Teatro com um conjunto de atividades de entrada livre. Espetáculos, uma exposição e uma leitura encenada são as propostas para comemorar esta data especial.



A PORTA [espetáculo]
11h e 16h, Sala Estúdio

Uma menina e os pais chegam, de malas feitas, a uma casa nova. Mas a casa nova não tem nem paredes, nem teto, nem nada. Apenas uma porta. - Uma porta é um bom começo! - disse logo o pai que era um sonhador. Mas a mãe ficou muito aflita. - E onde é que está a cozinha, a sala, o quarto?! Tudo estava por inventar naquela casa que ainda só tinha uma porta. No entanto, essa não era uma porta vulgar. Abria para um mundo mágico onde viviam e vivem os novos vizinhos...

de José Fanha | encenação João Mota | cenografia João Calixto – Fosso de Orquestra | figurinos Mónica Cid | desenho de luz José Carlos Nascimento | música original e sonoplastia Hugo Franco | cabelos e maquilhagem Carla Pinho | com Bernardo Chatillon, Joana Cotrim, Jorge Albuquerque, LitaPedreira, Luis Geraldo, Maria Jorge e Rita Figueiredo (ano 2012/2013 ESTC) | produção TNDM II | M/6



NO TEMPO EM QUE OS INSTRUMENTOS FALAVAM [espetáculo]
13h e 17h30, Átrio TNDM II

Este é um espetáculo interativo sobre música do século XVIII para crianças curiosas e adultos divertidos. Especialmente dirigido a crianças do primeiro e segundo ciclos do ensino básico, pretende-se aqui introduzir a Música Barroca no seu contexto histórico, através de uma viagem no tempo de três personagens (um historiador de música, Charles Burney, um flautista e uma cravista). Histórias sobre a música e os músicos dos séculos XVII e XVIII, numa perspetiva lúdica e despretensiosa em que a música, dita erudita, é apresentada de uma forma divertida e acessível. As crianças ouvem música, conversam, jogam, dançam, contam histórias…

criação Joana Amorim, Joana Bagulho e F. Pedro Oliveira | interpretação Joana Amorim (traverso), Joana Bagulho (cravo) e F. Pedro Oliveira (ator) | figurinos Kusturicas (Ana Direito e Isabel Peres)



20 DIZER [espetáculo]
21h, Salão Nobre

A palavra com som, cor, corpo e alma. Um duo com muita gente dentro. 20 Dizer vai ser um momento muito especial, aquele que o Trigo Limpo teatro ACERT vai criar propositadamente para a celebração do Dia Mundial do Teatro no Teatro Nacional D. Maria II. A viagem poético-musical terá como cicerones, dramaturgos e escritores cujas palavras voam apaixonadamente nos palcos: Almada Negreiros, Bernardo Santareno, Bertolt Brecht, Charlie Chaplin, Chico Buarque, Eduardo White, Federico García Lorca, Gil Vicente, Hélia Correia, José Saramago, Luís Carlos Patraquim, Mia Couto, Sofia de Mello Breyner Andresen, Vinicius de Moraes, William Shakespeare e Herberto Helder, como tributo por O Actor. José Rui Martins e Luísa Vieira partilham o palco num exercício de comunicação, explorando a musicalidade da palavra e a simplicidade de dar voz a seduções emotivas. A leitura poética voando em múltiplas geografias com sonoridades que a embalam e impacientam.

direção artística, textos e declamação José Rui Martins | arranjos, voz, flauta e m’bira Luísa Vieira | som e luz Filipe de Jesus | fotos Carlos Teles, Ricardo Chaves | produção Trigo Limpo teatro ACERT | M/12



LUCIEN DONNAT, UM CRIADOR RIGOROSO [exposição]
10h às 12h30 e 14h30 às 16h30, 1ª Ordem

A exposição, que evoca a vida e obra de um dos mais importantes desenhadores do teatro português, ocupa dois espaços distintos. No TNDM II, destaca-se a análise da peça Antígona, espetáculo de estreia da atriz Mariana Rey Monteiro, em abril de 1946, e referencia-se o trabalho de Lucien Donnat como decorador em espaços públicos. No Museu Nacional do Teatro, apresenta-se um percurso cronológico do trabalho de Lucien Donnat para o teatro em Portugal.

curadores Vítor Pavão dos Santos (Teatro) e Rui Afonso Santos (Decoração) | uma iniciativa do TNDMII em parceria com o Museu Nacional do Teatro



NOSSA SENHORA DA AÇOTEIA [leitura encenada]
18h, Biblioteca da Imprensa Nacional – Casa da Moeda

Nossa Senhora da Açoteia é um monólogo onde uma ‘mulher’ conta a sua história e a das suas anteriores gerações, tendo como cenário social e geográfico uma fábrica de conservas de peixe no Algarve. Aos 38 anos, Luís Campião conquista um dos mais prestigiados galardões dedicados à leitura lusófona - o Prémio Luso-Brasileiro de Dramaturgia António José da Silva - uma iniciativa conjunta do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua (Portugal) e da Fundação Nacional de Artes / Funarte (Brasil).

de Luís Campião | por José Neves | com a presença do autor e de João Mota (diretor artístico do TNDM II)




Condições gerais para o levantamento de bilhetes
:

abertura de portas - 9h30
abertura de bilheteira para os espetáculos - 10h

O levantamento dos bilhetes é limitado a 2 por pessoa e sujeito à lotação disponível. Para este dia, não se aceitam reservas de lugares.

DIA MUNDIAL DO TEATRO

CIÊNCIA E POESIA


                      
                      
                           E de repente fez-se luz!
                       O universo resplandeceu,

                       E toda a energia se manifestou

                       Entre a amálgama de coisas,

                       Criadas instantaneamente.

                       Fez-se luz e tudo acordou,

                       Reverberando assimptoticamente,

                       Até tudo se começar a parecer com tudo.

                       Então toda a criação rejubilou em cascatas de eventos,

                       Lentamente forjando a realidade pelos espaços.

                       Quando surgiu o negro já tudo estava fadado…
                                                                                                                        Hélio Pinto

POESIA E CIÊNCIA


        
       
       
       O passado o presente e o futuro

                        São entidades abstractas que nada significam

                        O tempo apenas existe enquanto o espaço existe

                        Antes do espaço o nada

                        O eterno nada que compõe todo o Universo

                        Tornando a sua existência completa
                                                     
                                                                                 Hélio Pinto

quarta-feira, 26 de março de 2014


imácula densa
    quando os deuses forem cegos

        não poderão ver-me assim
        extraviado em mim
        vaiado sem aconchegos
        extravasado ruim
        na incontinência dos egos
        quando todos formos cegos
        seremos deuses enfim



                                                                                     Jerónimo Nogueira

Na Memória Moram os Muitos Mais de Mim

DIA MUNDIAL DO TEATRO, AMANHÃ, DIA 27 DE MARÇO.

 
  
Teatro dos Aloés 

NOITE DE GUERRA NO MUSEU DO PRADO

DIA MUNDIAL DO TEATRO (27 MARÇO)

ENTRADA LIVRE

 
Conversa com o público no final do espetáculo:
27 e 30 de Março.
Autor Rafael Alberti Tradução Mário Barradas Encenação José Peixoto
Coprodução Teatro dos Aloés, TNSJ
Interpretação Adriana Moniz, Anna Eremin, Carlos Malvarez, Elsa Valentim, Jorge Silva, José Peixoto, Miguel Raposo, Nuno Nunes. Patrícia André, Rui M. Silva
M/12

Até 30 de Março nos Recreios da Amadora
qua. a sab. 21h30 /dom. 16h00

Reservas: teatrodosaloes@sapo.pt ou 916648204.
Levantamento dos bilhetes até 60 min antes do início do espetáculo.

Mais info em:
www.facebook/teatro.dosaloes
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Teatro dos Aloés

Preparação das Atividades do Centenário da Escola



Na Biblioteca, um grupo de alunos, em atividades de integração da BE, elaborou, com muito empenho, os cartazes alusivos ao Centenário da Escola  e à "Festa da Poesia", coordenados pelo professor Luís Valido.


  
















terça-feira, 25 de março de 2014

RETÉM...






Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.


Ricardo Reis, 14-2-1933





ARY DOS SANTOS








CAVALO À SOLTA


Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve, breve
instante da loucura

Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa

Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo

Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.

Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo

Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura


 

MANUEL ANTÓNIO PINA







A um Jovem Poeta

Procura a rosa.
Onde ela estiver
estás tu fora
de ti. Procura-a em prosa, pode ser

que em prosa ela floresça
ainda, sob tanta
metáfora; pode ser, e que quando
nela te vires te reconheças

como diante de uma infância
inicial não embaciada
de nenhuma palavra
e nenhuma lembrança.

Talvez possas então
escrever sem porquê,
evidência de novo da Razão
e passagem para o que não se vê.



Amor como em casa

Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.




Disponível na nossa BE

Deixe-se contagiar pelas "palavras dançantes" de Jerónimo Nogueira


ANDANÇAS



"dançar é andar contente por ente gente"

                                                                   Jerónimo Nogueira



                             perene


perene na dança
teu corpo balança
táctil musical
sigo-te felino
trilhando teu tino
no sino areal…

 metamorfose


fizeste-me feiticeiro
surgida de sem saber
segredas o teu luzeiro
acenas sem ninguém ver
e no terreiro das danças
brincamos como crianças
felizes de assim ser…

  
bailação

a bailar tu se me dê
tu se me dê encantada
e no talento se crê
para lá do que se vê
outra vida ser dançada…







1 de Abril de 2014
10h 15m - Sala 3.01


Concurso
 Canguru Matemático Sem Fronteiras

 
Inscreve-te até dia  26 de Março 
 com um Professor de Matemática
 e consulta o site: 

  http://www.mat.uc.pt/canguru/

domingo, 23 de março de 2014






Los suspiros son aire, y van al aire

Los suspiros son aire, y van al aire.
Las lágrimas son agua, y van al mar.
Dime, mujer: cuando el amor se olvida,
? sabes tú a donde va?



?Qué es poesia? - dices, mientras clavas...

-Qué es poesía- dices, mientras clavas
em mi pupila tu pupila azul.
?Qué es poesia? Y tu me lo preguntas?
Poesia ... eres tú.



 Hoy la tierra y los cielos me sonríen

Hoy la tierra e los cielos me sonríen;
hoy llega al fondo de mi alma el sol;
hoy la he visto... la he visto y me ha mirado...
Hoy creo en Dios!



Por una mirada, um mundo

Por una mirada, un mundo;
por una sonrisa, un cielo;
por un beso.. yo no sé
qué te diera por um beso!


Gustavo Becquer
Poeta sevilhano
Século XIX




sábado, 22 de março de 2014

SUGESTÃO MUSICAL...


CANDY DULFER

SAXOFONISTA
HOLANDESA

           



O seu estilo de jazz enquadra-se no  pop e no smooth jazz





Candy Dulfer, filha do saxofonista Hans Dulfer, toca sax alto, desde os sete anos.
Formou a banda Funky Stuff aos quatorze anos.
Começou a fazer gravações internacionais aos dezenove anos e, desde os vinte anos, o seu sucesso tem sido sempre crescente...

Adiafa da Poesia este Sábado na Casa Fernando Pessoa






A Casa Fernando Pessoa recebe, nesta tarde de Sábado, 22 de Março, a iniciativa "Adiafa da Poesia", da associação campOvivo - Campo de Ourique em movimento. A partir das 15h00, no Auditório, o actor João D'Ávila diz poemas de desconhecidos e consagrados, oferecidos pela comunidade do bairro que Lisboa está, cada vez mais, a (re)descobrir. 

A entrada é livre e sujeita ao limite de lugares disponíveis.

MÁRIO DE SÁ CARNEIRO

 O João Reis enviou esta relíquia...








Apoteose

Mastros quebrados, singro num mar d'Ouro
Dormindo fôgo, incerto, longemente...
Tudo se me igualou num sonho rente,
E em metade de mim hoje só móro...

São tristezas de bronze as que inda choro -
Pilastras mortas, marmores ao Poente...
Lagearam-se-me as ânsias brancamente
Por claustros falsos onde nunca óro...

Desci de mim. Dobrei o manto d'Astro,
Quebrei a taça de cristal e espanto,
Talhei em sombra o Oiro do meu rastro...

Findei... Horas-platina... Olor-brocado...
Luar-ânsia... Luz-perdão... Orquideas pranto...

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

- Ó pantanos de Mim - jardim estagnado...

Mário de Sá-Carneiro, in 'Indícios de Oiro'





http://cvc.instituto-camoes.pt/literatura/sacarneiro.htm




Resistência ao vivo - Fim