LEIA E DELEITE-SE COM OS POEMAS DO POETA JERÓNIMO NOGUEIRA
Sinopse:
O autor diz, na poética dos escritos, o seu ser cego: «Entre cego e mendigo / Das pedras também brota água / E o entre dá a frágua / Do amor ser ver sofrido». Da realidade do não-ver à prosperidade do a-ver, comunga-se a tarefa do não-visto. Identidade de um viver teimosamente hostil mas revelador – no lugar pleno que a escrita aventura – da largueza do conceito de visão.
Sinopse:
Neste segundo livro, – o primeiro foi Das Pedras Também Brota Água (pagina anterior) –, Jerónimo Nogueira vem confirmar a sua notável sensibilidade poética. «Não se nasce escritor mas renasce-se quando se o é. Íntimo das coisas, desejado com palavras. Marcam os incontados dos mundos no seu quê afuturado de paixão. E na humildade lugarejo de o dizer a beleza emparceira, tacteia, segreda. Porque a escrita é razão de ver e a obra amor de ser».
Sinopse:«Um dia adormeci em cima duma carrada de junco à borda do Senhor da Ribeira. Tive um sonho. Estava a escrever e nunca mais parava, como se a literatura fosse uma conversa interminável, como se as letras fossem um imenso barro enformado nos delíquios das histórias e fornificadas nos calores das vidas. Na grande noite combinatória da criação os deuses fazem-nos mais irmãos».
Sinopse:
“O verbo se atreve / se na letra estrele ja / uma luz que longe leve / por cega que essa luz seja.”. Poesia a seis mãos, com fotografias.
aprende a falar - diz a rosa: escreve de noite e que o meu múltiplo sol te guie inúmeros os caminhos. põe-te numa sala com a luz apagada onde chegue acesa a de uma outra, e frágil, ao papel que para ela voltas. então, falas das paixões, da pétala que cai no interior do coração e navega na sombra do sangue, de assombro em assombro.
"Livrai-me, Senhor De tudo o que for Vazio de amor. Que nunca me espere Quem bem não me quer Livrai-me também De quem me detém E graça não tem. E mais de quem não Possui nem um grão De imaginação."
Lisboa Revisited- Álvaro de Campos
Nada fica de Nada - Ricardo Reis Não sei de Amor senão- Manuel Alegre
“Não sei de Amor senão”
“Não sei de amor senão o amor perdido o amor que só se tem de nunca o ter procuro em cada corpo o nunca tido e é esse que não pára de doer. Não sei de amor senão o amor ferido de tanto te encontrar e te perder.
Não sei de amor senão o não ter tido teu corpo que não cesso de perder nem de outro modo sei se tem sentido este amor que só vive de não ter o teu corpo que é meu porque perdido não sei de amor senão esse doer.
Não sei de amor senão esse perder teu corpo tão sem ti e nunca tido para sempre só meu de nunca o ter teu corpo que me dói no corpo ferido onde nunca deixou nunca de doer não sei de amor senão o amor perdido.
Não sei de amor senão o sem sentido deste amor que não morre por morrer o teu corpo tão nu nunca despido o teu corpo tão vivo de o perder neste amor que só é de não ter sido não sei de amor senão esse não ter.
Não sei de amor senão o não haver amor que dure mais do que o nunca tido. Há um corpo que não para de doer só esse é que não morre de tão perdido só esse é sempre meu de nunca o ser não sei de amor senão o amor ferido.
Não sei de amor senão o tempo ido em que amor era amor de puro arder tudo passa mas não o não ter tido o teu corpo de ser e de não ser só esse meu por nunca ter ardido não sei de amor senão esse perder.
Cintilante na noite um corpo ferido só nele de o não ter tido eu hei-de arder não sei de amor senão amor perdido.
Manuel Alegre
de Nevoeiro - Fernando Pessoa NEVOEIRO
Nem rei nem lei, nem paz nem guerra, Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra Que é Portugal a entristecer – Brilho sem luz e sem arder, Como o que o fogo - fátuo encerra. Ninguém sabe que coisa quer, Ninguém conhece que alma tem, Nem o que é mal nem o que é bem. (Que ânsia distante perto chora?) Tudo é incerto e derradeiro. Tudo é disperso, nada é inteiro. Ó Portugal, hoje és nevoeiro... É a hora!
Noutros Lugares - Jorge de Sena
NOUTROS LUGARES
Não é que ser possível ser feliz acabe, quando se aprende a sê-lo com bem pouco. Ou que não mais saibamos repetir o gesto que mais prazer nos dá, ou que daria a outrem um prazer irresistível. Não: o tempo nos afina e nos apura:
faríamos o gesto com infinda ciência. Não é que passem as pessoas, quando o nosso pouco é feito da passagem delas. Nem é também que ao jovem seja dado o que a mais velhos se recusa. Não.
É que os lugares acabam. Ou ainda antes de serem destruídos, as pessoas somem, e não mais voltam onde parecia que elas ou outras voltariam sempre por toda a eternidade. Mas não voltam, desviadas por razões ou por razão nenhuma.
É que as maneiras, modos, circunstâncias mudam. Desertas ficam praias que brilhavam não de água ou sol mas de solta juventude. As ruas rasgam casas onde leitos já frios e lavados não rangiam mais. E portas encostadas só se abrem sobre a treva que nenhuma sombra aquece.
O modo como tínhamos ou víamos, em que com tempo o gesto sempre o mesmo faríamos com ciência refinada e sábia (o mesmo gesto que seria útil, se o modo e a circunstância persistissem), tornou-se sem sentido e sem lugar.
Os outros passam, tocam-se, separam-se, exatamente como dantes. Mas aonde e como? Aonde e como? Quando? Em que praias, que ruas, casas, e quais leitos, a que horas do dia ou da noite, não sei. Apenas sei que as circunstâncias mudam e que os lugares acabam. E que a gente não volta ou não repete, e sem razão, o que só por acaso era a razão dos outros.
e do que vi ou tive uma saudade sinto, feita de raiva e do vazio gélido, não é saudade, não. Mas muito apenas o horror de não saber como se sabe agora o mesmo que aprendi. E a solidão de tudo ser igual doutra maneira. E o medo de que a vida seja isto: um hábito quebrado que se não reata, senão noutros lugares que não conheço.
A Associação Canguru sem Fonteiras
é uma associação de carácter internacional que reúne personalidades do
mundo da matemática de 47 países. O seu objectivo é promover a
divulgação da matemática elementar por todos os meios ao seu alcance e,
em particular, pela organização anual do Concurso Canguru Matemático sem
Fronteiras, que terá lugar no mesmo
dia em todos os países participantes.
Pretende-se, deste modo, estimular
e motivar o maior número possível de alunos para a matemática e é um
complemento a outras actividades, tais como olimpíadas. Em Portugal a
organização deste concurso está a cargo do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra com o apoio da Sociedade Portuguesa de Matemática.
O Concurso "Canguru
Matemático" contribui para a popularização e promoção da matemática nos
jovens. O Concurso é para TODOS os alunos! Não existe uma
selecção prévia.
Objetivos
Estimular o gosto e o estudo pela Matemática.
Atrair os alunos que têm receio da disciplina de Matemática, permitindo que estes descubram o lado lúdico da disciplina.
Tentar que os alunos se divirtam a resolver questões
matemáticas e percebam que conseguir resolver os problemas propostos é
uma conquista pessoal muito recompensadora.
Aumentar
todos os anos o número de participantes no concurso a nível nacional e
tentar atingir as cotas de participação de outros países.
Qué cantan los poetas andaluces de ahora? Qué miran los poetas andaluces de ahora? Qué sienten los poetas andaluces de ahora?
Cantan con voz de hombre pero, dónde los hombres? Con ojos de hombre miran pero, dónde los hombres? Con pecho de hombre sienten pero, dónde los hombres? Cantan, y cuando cantan parece que están solos Miran, y cuando miran parece que están solos Sienten, y cuando sienten parece que están solos Qué cantan los poetas, poetas andaluces de ahora? Qué miran los poetas, poetas andaluces de ahora? Qué sienten los poetas, poetas andaluces de ahora? Y cuando cantan, parece que están solos Y cuando miran , parece que están solos Y cuando sienten, parece que están solos Y cuando cantan, parece que están solos Y cuando miran , parece que están solos Y cuando sienten, parece que están solos Pero, dónde los hombres? Es que ya Andalucía se ha quedado sin nadie? Es que acaso en los montes andaluces no hay nadie? Que en los campos y mares andaluces no hay nadie? No habrá ya
Um bairro dedicado à Química.
Rua da Juta, Rua dos Óleos, Rua dos Superfosfatos, Travessas da Glicerina, da Oleína, da Estearina, da Pirite e do Azeite de Oliveira, Avenida dos Superfosfatos, Rua do Dinheiro, Rua do Ácido Sulfúrico, Rua Lavoisier, Rua Dalton, Rua Berthlot e Rua Liebig.
Imagina-se a viver num bairro com esta toponímia? Pois esta foi a realidade de centenas de operários do Complexo Industrial da CUF na primeira metade do século XX. Tratava-se do Bairro Operário, erigido por aquela companhia para albergar os seus trabalhadores.
De notável intersse histórico, justificava-se plenamente uma visita de estudo ao que resta desse pedaço da história industrial portuguesa.
O
Dia do Pi foi hoje comemorado na Escola através de uma pequena
exposição com trabalhos de alunos presenciais e alunos do Ensino à
Distância Acresce que os alunos tiveram também a oportunidade de realizar Jogos Matemáticos
quinta-feira, 13 de março de 2014
Curso de Xadrez em 180 horas
O professor Rafael Pacheco disponibiliza na sua página pessoal um conjunto de vídeos introdutórios ao jogo de Xadrez produzidos pela Federação Portuguesa.
Perfazendo um total de 180 horas, garantem uma preparação básica e um ponto de partida para um maior aprofundamento deste complexo jogo de estratégia.
Getty Images, um dos maiores bancos de imagens do mundo, disponibilizou 35 milhões de imagens para uso gratuito na internet. A nova ferramenta permite o uso das imagens sem a marca d’água mas é necessário indicar o crédito e o link para o Getty Images.
Tornar-se Humano
Quem somos enquanto espécie? De onde viemos? Quais as nossas origens? O que nos dá a capacidade de reflectir sobre o passado e ponderar o futuro? Uma história de 4 milhões de anos de evolução num documentário interactivo conduzido pelo paleantropólogo Donald Johanson, pertencente à equipa que descobriu o fóssil do hominídeo que ficou conhecido por Lucy. A ver e a rever.
(É possível fazer o downloaddo documentário.)
Mário Augusto
é o convidado de março do Clube SPM. A SPM falou com o maior especialista
em cinema em Portugal, numa entrevista que fica em cartaz com um filme
rodado em volta da infância, da escola, da matemática, que vai do cinema
a Hollywood, passando pelos "Óscares" e pela grande paixão pelo que
faz. No mês dos "Óscares", nesta entrevista, Mário Augusto é candidato a
ganhar a estatueta para melhor ator principal e a matemática ganha o
melhor argumento.
Participará na nossa "Festa da Poesia", no dia 3 de abril de 2014.
As estreias em poesia são em geral tardias, e já tardava uma estreia com esta força...
As estreias na poesia portuguesa são em geral tardias. Mas já tardava uma estreia forte de um poeta nascido na segunda metade dos anos 1970. Miguel-Manso nasceu em 1979 e à beira dos trinta publicou dois notáveis livros de poemas: "Contra a Manhã Burra", edição de autor, e "Quando Escreve Descalça-se", edição da livraria Trama. As escassas centenas de pessoas que acompanham a nova poesia esgotaram com entusiasmo ambas as publicações, pelo que "Contra a Manhã Burra" volta a aparecer, agora com chancela da Mariposa Azual. Todo o percurso biográfico de Miguel-Manso aponta para a deriva, um dos modelos canónicos da vida literária: estudou Design de Comunicação e desenho, foi bibliotecário e vigilante de museu, arranjou biscates, viveu em Paris e andou pelo Oriente. "Contra a Manhã Burra" tem uma evidente dimensão de viagem e aventura, notas soltas sobre pessoas e lugares (...).
Crítica Ípsilon por: Pedro Mexia
NEM TANTA COISA DEPENDE preferes o canto, o lugar oculto a folhagem, a sombra, o quarto, este saco de trigo: ouro de um texto sobre a velha escrivaninha do real lá fora o clarão do arvoredo atalhos para a tingidura da paisagem cá dentro menos caminho, outro panorama: a presença tão-só desabitada de uma pessoa, mistério sem atributo ou função sempre a desfeita de um coração o cultivo intensivo das figuras e sobram tristeza e dias ao corpo que escreve no calabouço de uma manhã muito larga reluzente de gotas de mel enquanto os gatos lambem o sábado e sentado, sapo de ouro, permites-te pôr no mundo (mas porquê) outro poema
[in Ensinar o Caminho ao Diabo, edição do autor, 2012]
Com a aproximação do dia do Pi (Março, 14), dou-me conta que há quem o remeta para segundo plano em relação ao Tau, argumentando que esta última constante é mais natural do que aquela, merecendo, por isso, mais atenção. Foi nesta linha de pensamento que Michael Hartl fundou o dia do Tau (Junho, 28) e escreveu o Manifesto do Tau, constante mais natural na medida em que relaciona o comprimento da circunferência com o raio, ao contrário do Pi que o relaciona com o diâmetro. Ora, do ponto de vista do Michael Hartl -e, devo dizer, também do meu- a circunferência tem mais a ver com o raio do que com o diâmetro, pelo que Tau é mais natural do que Pi. Sem mais delongas, convido-vos a assistir à palestra proferida pelo próprio Michael Hartl e a tirarem as vossas próprias ilações. (Espero que o Pi não fique zangado comigo!)
Devo dizer, que até a música do Tau (música gerada pela dízima do Tau) joga a favor da argumentação deste senhor. Ora oiçam e digam-me lá se não é belíssima:
A 9 de Março de 1500: A armada de Pedro Álvares Cabral parte de Lisboa, rumo a Calecute, viagem que origina a "descoberta" do Brasil.
Pi = 3,141592653589793238462643383279502884197169399375105820974944592307816406286208998628 034825342117067982148086513282306647093844609550582231725359408112848111745028410270193852
"Os dígitos não calculados de
dormem num misterioso reino abstracto, onde gozam de uma débil
realidade. Só quando são calculados se tornam algo de plenamente real, e
até mesmo nessa altura a sua realidade é uma mera questão de grau."
William James
A razão entre o perímetro de um círculo e o seu diâmetro
produz o número PI.
O
mistério do Pi, é obtermos sempre um valor igual e constante e o de não
podermos conhecer a sua última casa! Foi este facto, que fez com que a
representação do Pi fosse feita pela letra do alfabeto grego, ou seja uma pequena estratégia para simplificar o seu registro.