IX Festival Internacional Máscara Ibérica (FIMI) começou hoje, em Lisboa, e estende-se até domingo, para divulgar a cultura presente em várias regiões de Portugal e Espanha, disseram à agência Lusa os organizadores do projeto.
"A máscara acontece em várias culturas, em vários povos, em vários continentes. (...) Um evento que ande em torno da máscara e que revele tudo aquilo que são as várias identidades das regiões que participam neste festival é muito importante para a cidade de Lisboa" devido à "carga distintiva" que apresenta, disse o presidente do conselho de administração da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), Miguel Honrado.O responsável falava hoje no Rossio, em Lisboa, à margem da apresentação à imprensa da nona edição do FIMI.O objetivo desta iniciativa é "trazer a Lisboa um evento que tenha essa carga de atratividade" e assim "contribuir para a notoriedade da cidade, a nível da cultura da máscara", acrescentou o dirigente da EGEAC.O FIMI é organizado por aquela empresa municipal, juntamente com a Progestur, associação sem fins lucrativos que trabalha na afirmação e valorização da identidade cultural, e reúne na baixa lisboeta uma mostra de regiões espanholas e portuguesas, ao nível da gastronomia, dos vinhos ibéricos e do artesanato. A estes acrescem a animação de rua e os concertos das bandas Skama la Rede e Kepa Junquera.O presidente da Progestur, Hélder Ferreira, afirmou à Lusa que "Lisboa é neste momento, em termos turísticos, umas das cidades que está na moda", o que se torna crucial para receber "eventos de grande identidade" onde as raízes dos dois países estão presentes.
Rodrigo Leão, de seu nome completo Rodrigo Costa Leão Muñoz Miguez, é um músico e compositor português. Nasceu em Lisboa, em 1964. Tornou-se conhecido nas bandas Sétima Legião e Madredeus.
Livros "Diário de Paris" de Aquilino Ribeiro regressa às livrarias
A obra, que foi editada pela primeira vez em 1934, é "um retrato pessoal e íntimo de Aquilino Ribeiro sobre um dos mais importantes acontecimentos da História mundial recente", afirma a editora em comunicado.
No prefácio, o escritor Mário Cláudio chama à atenção para o facto de que "o diarista não se coíbe de apontar a emergência de uma segunda e não menos catastrófica conflagração", como veio a acontecer em 1939.
"O que sobreleva do discurso [de Aquilino] será o veto pessoal a tudo quanto, redundando na perversidade dos descendentes de Caim e Abel, promove 'muita miséria, morticínios, violências e as infalíveis depredações'. Não escondendo uma certa inclinação política para uma Alemanha que sairia do tratado de Versalhes como um desses 'vencidos a que deixaram os olhos para poder chorar', Aquilino não regateia a simpatia intelectual por uma França que continua a taxar de 'nação adorável, ainda mais vista de longe que intramuros, cheia de encantos físicos, harmonizadora da vida, reguladora da arte'".
Literatura'Pequeno livro das coisas' recebe Prémio Bissaya Barreto
O livro de poemas 'Pequeno livro das coisas', de João Pedro Mésseder, ilustrado por Raquel Caiano, venceu o Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância 2014, anunciou a fundação que o atribui.
Publicado em 2012, o livro reúne pequenos poemas sobre "objetos triviais do quotidiano", escritos de uma forma que "desafia o jovem leitor/ouvinte para a contemplação do mundo", justifica o júri.
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O prémio, bienal, foi atribuído por unanimidade aos dois autores por uma obra que convoca "todo o potencial imaginativo da criança", sendo recomendado para leitores dos seis aos doze anos.
Verdadeiro ícone de Paris e de França, a Torre Eiffel, grande “dama de ferro”, domina a cidade-luz . Foi em 1889 que Paris inaugurou a Torre Eiffel como arco de entrada para a Exposição Universal. Localizada no Champ de Mars, a Torre Eiffel é um dos monumentos mais emblemáticos do mundo.
A "Dama de Ferro", símbolo de Paris e de França, ergue-se em 324 metros de ferro que lhe garantiram o título de edifício mais alto do mundo até 1930.
Em 2005, ficou decidido em Luanda, Angola, que o dia 5 de Maio seria o Dia da Língua Portuguesa, mas a data só foi oficializada em Junho de 2009, em Cabo Verde, quando os países que pertencem à Comunidade se reuniram e chegaram a acordo no XIV Conselho de Ministros da CPLP.
O Dia da Língua Portuguesa e da Cultura é celebrado nos oito países membros da comunidade lusófona: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Actualmente, a língua portuguesa é considerada a sexta língua mais falada no mundo, destacando-se internacionalmente não apenas no âmbito cultural e político, mas também económico.
Tudo porque já não sou o menino adormecido no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras que há leitos onde o frio não se demora e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo são duras, mãe, e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas que apertava junto ao coração no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas, talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa; esqueceste que as minhas pernas cresceram, que todo o meu corpo cresceu, e até o meu coração ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? - às vezes ainda sou o menino que adormeceu nos teus olhos; ainda aperto contra o coração rosas tão brancas como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz: Era uma vez uma princesa no meio de um laranjal...
Mas - tu sabes - a noite é enorme, e todo o meu corpo cresceu. Eu saí da moldura, dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe. Guardo a tua voz dentro de mim. E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
in «Os Amantes Sem Dinheiro» (1950) Eugénio de Andrade
Quando voltar ao Alentejo as cigarras já terão morrido. Passaram o verão todo a transformar a luz em canto - não sei de destino mais glorioso. Quem lá encontraremos, pela certa, são aquelas mulheres envolvidas na sombra dos seus lutos, como se a terra lhes tivesse morrido e para todo o sempre se quedassem órfãs. Não as veremos apenas em Barrancos ou em Castro Laboreiro, elas estão em toda a parte onde nasce o sol: em Cória ou Catânia, em Mistras ou Santa Clara del Cobre, em Varchats ou Beni Mellal, porque elas são as mães. O olhar esperto ou sonolento, o corpo feito um espeto ou mal podendo com as carnes, elas são as Mães. A tua; a minha, se não tivesse morrido tão cedo, sem tempo para que o rosto viesse a ser lavrado pelo vento. Provavelmente estão aí desde a primeira estrela. E o que elas duram! Feitas de urze ressequida, parecem imortais. Se o não forem, são pelo menos incorruptíveis como se participassem da natureza do fogo. Com mãos friáveis teceram a rede dos nossos sonhos, alimentaram-nos com a luz coada pela obscuridade dos seus lenços. Às vezes, encostam-se à cal dos muros a ver passar os dias, roendo uma côdea ou fazendo uns carapins para o último dos netos, as entranhas abertas nas palavras que vão trocando entre si; outras vezes caminham por quelhas e quelhas de pedra solta, batem a um postigo, pedem lume, umas pedrinhas de sal, agradecem pelas almas de quem lá têm, voltam ao calor animal da casa, aquecem um migalho de café, regam as sardinheiras, depois de varrerem o terreiro. Elas são as Mães, essas mulheres que Goethe pensa estarem fora do tempo e do espaço, anteriores ao Céu e ao Inferno, assim velhas, assim terrosas, os olhos perdidos e vazios, ou vivos como brasas assopradas. Solitárias ou inumeráveis, aí as tens na tua frente, graves, caladas, quase solenes na sua imobilidade, esquecidas de que foram o primeiro orvalho do homem, a primeira luz. Mas também as podes ver seguindo por lentas veredas de sombra, as pernas pouco ajudando a vontade, atrás de uma ou duas cabras, com restos de garbo na cabeça levantada, apesar das tetas mirradas. Como encontrarão descanso nos caminhos do mundo? Não há ninguém que as não tenha visto com umas contas nas mãos engelhadas rezando pelos seus defuntos, rogando pragas a uma vizinha que plantou à roda do curral mais três pés de couve do que ela, regressando da fonte amaldiçoando os anos que já não podem com o cântaro, ou debaixo de uma oliveira roubando alguma azeitona para retalhar. E cheiram a migas de alho, a ranço, a aguardente, mas também a poejos colhidos nas represas, a manjerico quando é pelo S. João. E aos domingos lavam a cara e mudam de roupa, e vão buscar à arca um lenço de seda preta, que também põem nos enterros. E vede como, ao abrir, a arca cheira a alfazema! Algumas ainda cuidam das sécias que levam aos cemitérios ou vendem pelas termas, juntamente com um punhado de maçãs amadurecidas no aroma dos fenos. E conheço uma que passa as horas vigiando as traquinices de um garoto que tem na testa uma estrelinha de cabrito montês - e que só ela vê, só ela vê.
Elas são as Mães, ignorantes da morte mas certas da sua ressurreição.
in "Vertentes do olhar" (1987)
Eugénio de Andrade
Para SemprePor que Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento. Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade. Por que Deus se lembra — mistério profundo — de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho. Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas'
Canção de Embalar
Dorme meu menino a estrela d'alva Já a procurei e não a vi Se ela não vier de madrugada
Outra que eu souber será pra ti ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô (bis) Outra que eu souber na noite escura Sobre o teu sorriso de encantar Ouvirás cantando nas alturas Trovas e cantigas de embalar Trovas e cantigas muito belas Afina a garganta meu cantor Quando a luz se apaga nas janelas Perde a estrela d'alva o seu fulgor Perde a estrela d'alva pequenina Se outra não vier para a render Dorme "quinda" à noite é uma menina Deixa-a vir também adormecer
"O verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos pela primeira vez um olhar inteligente sobre nós mesmos: minhas primeiras pátrias foram os livros."
Todos os anos, vários jornalistas são capturados e mantidos prisioneiros, em diversas regiões do mundo, com destaque para os países onde vigoram regimes ditatoriais.
A Associação Repórteres Sem Fronteiras desenvolve esforços para proteger os profissionais de comunicação social no mundo inteiro, alertando para os perigos a que todos estão sujeitos no cumprimento seu trabalho.
Mensagem do Secretário-Geral da ONU (2014) – Dia Mundial da Liberdade de Imprensa:
A NOSSA PROFESSORA DO CLUBE DE DANÇA DO CANT'ALTO, MARINA FRANGIOIA, É A DIRETORA ARTÍSTICA DO "DANCE STREET" 2014 NO ROCK IN RIO - LISBOA
Street Dance volta a estar a cargo de Marina Frangioia, como Diretora Artística. Bailarina, professora de dança e coreógrafa reconhecida, Marina Frangioia trabalha regularmente com bailarinos e atores.
“Criámos um espetáculo que vai surpreender o público a cada dia de evento porque o entretenimento é o mote e irá ficar na memória do público. É nossa convicção que a criatividade, a imaginação e a audácia promovam a reinvenção da dança urbana num contexto artístico traduzindo-se em puro entretenimento num momento em que o público é levado para uma outra dimensão, sentindo-se integrado na performance. Os bailarinos vão mostrar coreografias divertidas, tecnicamente bem executadas, vão “voar” e vão ser acrobatas”, explica Marina Frangioia, diretora artística da Street Dance.
A Escola Secundária de Fonseca Benevides
aderiu à Campanha de Papel por Alimentos do Banco Alimentar.
A recolha de papel da Escola Secundária
de Fonseca Benevides ficará a cargo dos alunos do grupo de voluntariado
"Fonseca em Ação".
O objetivo é incentivar toda a comunidade
educativa a trazer de casa jornais, revistas, panfletos publicitários e
colocá-los nos nossos atrativos papelões/pontos de recolha.
Vamos assim Incentivar a adoção de boas
práticas ambientais e reciclar para dar, por cada tonelada de papel o Banco
Alimentar recebe 100€.
Segundo Michio Kaku, "o Cérebro só pesa 1370 gramas, no entanto, é o objeto mais complexo do sistema solar."
O Futuro da Mente traz-nos uma perspectiva conhecedora e detalhada da espantosa investigação que se faz em todo o mundo – baseada nos últimos progressos das neurociências e da física.
Michio Kaku leva-nos numa visita guiada ao que o futuro da mente nos reserva, do ponto de vista de um físico. Não só nos explica de forma consistente como funciona o cérebro, como também nos indica como as tecnologias de ponta poderão vir a alterar o nosso quotidiano permitindo-nos uma outra compreensão das doenças mentais e da inteligência artificial. Com o conhecimento que Michio Kaku tem da ciência moderna, e dada a sua capacidade de prever os desenvolvimentos futuros, O Futuro da Mente é uma obra imperdível sobre a expansão das fronteiras das neurociências.
As visitas públicas livres são de entrada gratuita. A visita só se realiza com o mínimo de 10 pessoas.
Aceitam-se inscrições individuais até ao limite de 5 pessoas por inscrição.
Para grupos maiores, terá de se combinar uma visita para grupo privado. Contacte-nos.
Inscrições limitadas a 40 participantes. Atingido este número, as inscrições adicionais ficarão em lista de reserva, sendo incluídas no grupo em caso de desistência.
Pelo segundo ano consecutivo, Portugal foi eleito o melhor país do mundo para visitar pela prestigiada revista espanhola Condé Nast Traveler. A escolha coube aos leitores da publicação, através de uma votação online, onde estes elegiam aquele que, para si, é o melhor destino para fazer uma viagem.
quando eu morrer murmura esta canção que escrevo para ti. quando eu morrer fica junto de mim, não queiras ver as aves pardas do anoitecer a revoar na minha solidão.
quando eu morrer segura a minha mão, põe os olhos nos meus se puder ser, se inda neles a luz esmorecer, e diz do nosso amor como se não
tivesse de acabar, sempre a doer, sempre a doer de tanta perfeição que ao deixar de bater-me o coração fique por nós o teu inda a bater, quando eu morrer segura a minha mão.
Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"
Numa data tão simbólica para Portugal, a Blimunda não poderia ficar alheia ao aniversário de 40 anos do 25 de Abril. Neste mês a revista dedica boa parte dos seus conteúdo à celebração da Revolução dos Cravos. Do acervo de Vasco Gonçalves, em depósito na Fundação José Saramago, recuperam-se 15 cartazes do 25 de Abril, acompanhados por frases de 15 convidados, de diferentes países, sobre o significado desse momento histórico. Sara Figueiredo Costa escreve sobre Os Rapazes dos Tanques, de Alfredo Cunha e Adelino Gomes, um precioso registo da manhã em que a democracia renasceu. Há ainda espaço para A Hora da Revolução: vinte anos depois, um texto escrito por Eduardo Lourenço em 1994, inédito em português, e para O sabor da palavra Liberdade, discurso proferido por José Saramago em 1990.
Na secção Infantil e Juvenil, o 25 de Abril está em destaque com um mosaico de obras revolucionárias publicadas antes de 1974. Andreia Brites conversa com as três editoras independentes que este ano marcaram presença na Feira do Livro Infantil de Bolonha com espaço próprio.
A abrir este número, num dos poucos textos sem referência ao 25 de Abril, Sara Figueiredo Costa publica as suas impressões sobre a terceira edição do festival literário Rota das Letras, em Macau.
«A Hora da Liberdade» é uma ficção documental emitida pela SIC em 1999 que retrata os diversos acontecimentos que pautaram o golpe militar de 25 de Abril de 1974, responsável pela instauração da Democracia em Portugal. É da autoria de Emídio Rangel, Rodrigo Sousa e Castro e Joana Pontes que assegurou, igualmente, a realização.