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sábado, 1 de novembro de 2014

Conheça mais um conto de um grande escritor português, Manuel da Fonseca.


"A Torre da Má Hora" 









Debaixo das estrelas, sentado no lancil do largo, Campanelo conta a história da Torre da Má Hora e os meninos estão, de roda, escutando. E, enquanto a sua fala vagarosa arrasta todos para longe, tira do bolso da jaqueta a onça e o livro de mortalhas e enrola um cigarro.
Os olhos das crianças abrem um silêncio tão grande que só se ouve a voz do homem e o dobrar do papel nos dedos grossos.
Voz e cigarro, vai tudo vagaroso, sem pressas, porque a história ainda está no princípio, assim como a noite. E pára, soprando a primeira fumaça. Agora mesmo espalmou as mãos sobre os joelhos dobrados e deixou os meninos mexerem-se, chegarem-se mais para perto, nervosos, adivinhando que a história vai tomar-lhes todo o interesse.
Aos olhos e ouvidos abertos, Campanelo demora as sílabas:
- Ora a fada disse: "Só lá há-de chegar quem para trás não olhar!..." Ia, pois, o menino andando, andando, quando avistou, a uma grande lonjura, a Torre da Má Hora!... muito alta e negra!...
Neste momento, a Lua, rompendo por detrás das muralhas do castelo, ilumina o largo. Os rapazinhos olham a Lua, a sombra das ruas e a cal branca das casas espantadas, na noite quieta.
ó o rapazinho do bibe preto fica imóvel - esguia e negra, nos seus olhos, desenha-se a Torre da Má Hora.
 E se ele olhasse para trás com medo dos gemidos e dos vultos que andavam na floresta?...Campanelo, se ele olhasse para trás?
O homem, tirando o cigarro da boca, alonga a voz:
- Ficava transformado numa estátua de pedra como o Príncipe Sem Coração. Olhar para trás e ter medo!
Como o homem se calasse tão bruscamente, o rapazinho faz estremecer os outros com a sua grande ansiedade:
- Continua lá, continua lá, Campanelo!
E vem-lhe à ideia - só agora, depois de tanta vez ouvir o Campanelo - que a sua vida é tal qual como a do menino que não tinha pai nem mãe e ia sozinho pelo mundo. Parece-lhe que outra voz lhe está soprando ao ouvido um cicio triste e lento...
Como os companheiros do largo, cresceu ao deus-dará. Decorou tudo, léguas em redor da vila, correndo estradas e caminhos velhos, atravessando renques de piteiras que cercam as vinhas, à mercê de um tiro de sal pelas pernas. E nem os muros altos, com os cães de guarda ladrando dentadas, defendiam o que houvesse para lá da sua curiosidade. Só quando subia às árvores na mira de ninhos e descobria algum, tão pequeno, com quatro biquinhos abertos, sequer lhe tocava e logo o esquecia, baloiçando nos ramos, feliz de se ver tão alto. E, nos barrancos, desertos por longe da vila, descobria esconderijos tão disfarçados e fáceis que, quando jogava aos "guardas e ladrões" (ele era sempre "ladrão"), nenhum "guarda" o conseguia prender.
Como o menino que Campanelo conta, ele também se sentia, às vezes, extenuado de andar atalhos e matos. Então, estendido à sombra de uma copa, deitava a nuca sobre as mãos cruzadas. E todo o silêncio dos campos, que ele agitara até àquele momento com o rumor dos passos e dos gestos, se aquietava, caía sobre ele, tão largo que daí a pouco se julgava adormecido. Adormecido e de olhos abertos para as coisas que o cercavam. Principalmente para a planície, ondulando na sua frente. No horizonte ensombrado, parecia-lhe haver qualquer coisa de misterioso como na floresta que Campanelo compõe cheia de gemidos e vultos. E esse mistério prendia-lhe os olhos.
Muita vez os companheiros do largo vinham desinquietá-lo. Ele, como resposta, apontava para longe com o braço estendido:
- Não vêem? Além!...
Mas os meninos não gostavam de olhar aquelas distâncias. Até o Tóino, uma tarde, quando uma trovoada fazia noite muito para cá do horizonte e se abriu em faíscas que iluminaram de branco o rés das terras, até onde nunca tinham alcançado, e ele, puxando-lhe o braço dissera: -Olha!... -o Tóino não pôde conter aquela expressão de pavor:
- Como o mundo é grande!...
Só quando o entardecer levou a trovoada e os longes, viu que estava sozinho. Por cima, o céu era ainda muito claro, mas a terra escurecia e o Tóino fugira. Então, nem podia correr; deixava cair os pés pelo inclinado da encosta abaixo. E, assim, ia entrando na noite que saía da terra.
Somente nesses momentos não aparecia a fada do conto a dizer-lhe: "Vai. Lá longe, numa torre negra, está uma menina encarcerada. E tu, que nada tens no mundo, se conseguires libertá-la, terás tudo o que desejas. Mas é preciso que nunca olhes para trás! Oiças o que ouvires, nunca olhes para trás!"
Noutros dias era diferente. Parecia que alguém lhe tinha ordenado: "Vai e não olhes para trás!" Corria, corria e não se cansava. E descobria coisas tão novas e extraordinárias que nem tinha tempo de pensar, e quase sempre a noite lhe caía em cima, de surpresa, com a vila a grande distância.
Logo, com uma pedra pronta ao que desse e viesse, o rapazinho crescia tanto pelo escuro da estrada fora que, quando entrava no largo, sentia-se homem chegado de aventuras! Só à luz dos candeeiros lhe vinham à ideia as suas descobertas. E, àqueles que o olhavam admirados, dizia:
- Descobri um sítio!
Todos faziam perguntas, rodeavam-no cheios de interesse. Alguns tiravam as mãos dos bolsos num jeito de expectativa. Mas o rapazinho só sabia responder-lhes cheio de certeza:
- É um sítio que nunca vocês serão capazes de descobrir!
E, rua acima, direito a casa, levava com ele os olhos de todos e aquele mistério do sítio que não contara.
A avó, mal o via, achava que era tarde e, mesmo da janela, perguntava-lhe de onde vinha. Sem saber explicar de modo que ela compreendesse o que ele tinha visto e sentido, respondia-lhe sempre:
- Venho do largo, avozinha.
Assim ia crescendo ao deus-dará, como o menino da história, que não tinha pai nem tinha mãe. Que a partida dos pais confundia-se na sua saudade com a morte do irmão. O bibe preto era, para ele, o luto de três mortes. E desta tristeza que se ia desvanecendo, mas às vezes voltava tão sentida que o deixava desorientado como uma pedrada na cabeça, tirava forças para correr mais que todos os rapazes do largo.
Como o menino das falas de Campanelo, ele era o que a sorte e a sua vontade queriam. Mas sempre tão para lá de onde as suas pequenas forças davam que, ansiado de correr, só descansava jogando os olhos de cima das muralhas do castelo, pelo raso das terras, para o lado por onde os pais haviam partido... Mas a fada não chegava com a sua vara de condão a ensinar-lhe o caminho: "Vai e não olhes para trás!" E as velas dos moinhos das Cumeadas giravam na sua frente, giravam pelo céu, lentas como o desânimo triste de cabeças que tombam por detrás das grades de uma cadeia.
O rapazinho sentia um grito doer-lhe na garganta. Saltava da muralha, corria pelo cerro abaixo. O seu desejo era correr para longe, à espera da noite e do sono. Mas, parava no largo, já exausto. E queria brincar aos jogos que os outros jogavam, aturdir-se de saltos e lutas violentas. Logo, à menor contrariedade, fazia discussão. Brigava com o primeiro que se opusesse à sua vontade.
As mulheres chamavam os filhos. "Que fossem para outro lado, que não os queriam com ele." Mal os rapazinhos se iam, uma força impossível de conter agitava-lhe os braços: corria-os à pedrada.
De todos, só o Tóino não fugia. Ficava, de longe, a olhá-lo.
Uma tarde, a Chica Nora veio sobre ele, a repreendê-lo. Como o rapazinho ficasse, quieto, a desafiá-la com os olhos, ela deixou cair a mão, secamente.
O rapazinho sentiu a cara arder e o peito abrir-se violentamente. Atirou o braço com quanta força tinha. Viu a pedra cair para o chão, rolar, a mulher levar a mão à testa, um fio de sangue escorrer-lhe pela cara, e fugir aos gritos, para casa.
Até dessa vez o Tóino desapareceu e ele ficou, sozinho, no meio do largo.
Correu a contar ao avô. Contou cheio de dó pela mulher e pelos moços do largo. Disse tudo tal qual: a saudade dos pais; os moços que não queriam brincar com ele, e a bofetada, e a bofetada!
O avô esteve muito tempo calado. E o rapazinho continuava no meio da casa de cabeça caída para o peito. Estava sem palavras e sentia-se mais triste que nunca quando o avô lhe gritou:
- Levanta a cabeça e não chores!
Ergueu o queixo, arrepiado de súbita alegria.
- Um homem nunca chora! Vem.
Só ouviu a avó perguntar o que era, onde iam. Mas o avô não a viu nem ouviu. Fechou a porta, do modo que sempre costumava fazer, e desceu a rua a seu lado.
No largo e à porta da mulher estava gente. No meio de um grupo viam-se os braços do Jacinto Nora gesticulando. Mal viu o avô e o neto, atirou o chapéu ao chão, afastou os homens que lhe ficavam em frente.
O rapazinho agarrava uma pedra com tanta força que lhe doíam os dedos. Sentia as arestas do calhau entrarem-se-lhe na carne e não podia deixar de apertá-lo cada vez mais. "Ai do Nora se avançasse um passo do sítio onde estava!"
Mas a voz do avô pareceu-lhe que se cortava toda nos dentes cerrados:
- Jacinto Nora, se tocares no meu neto, nem que seja num cabelo do meu neto, mato-te como a um cão danado!
O homem aquietou-se, indeciso. Era alto e forte, a barba cerrada, a camisa aberta no peito abaulado. Mas o avô, apesar de velho, também era alto e tinha aqueles olhos fixos e fundos e o rosto tão marcado de dureza como se fosse de pedra.
O rapazinho sentia que qualquer coisa de terrível se estava passando. Um prazer ansiado ergueu-lhe as sobrancelhas; cresceu ao lado do avô. Ouviu-lhe a voz, demorada e longínqua, ecoando no silêncio do largo:
- Mato-te como a um cão!
O grupo abriu uma larga clareira. Os dois ficaram sozinhos, frente a frente. Uma mulher gritou.
O velho estava branco e quieto, os braços levemente abertos, o rosto devastado. Jacinto Nora desviava os olhos, baixava a cabeça. Perante aquela força poderosa, Jacinto Nora deu um passo, levou as mãos à cara. Assim, curvado, entrou em casa.
Só então o menino respirou. Doía-lhe o corpo todo. Quis abrir a mão e não pôde. E foi pôr-se diante do avô, a olhá-lo como se ele fosse o único ente vivo, no mundo.
E à voz de Campanelo, que o leva à porta da Torre da Má Hora, tudo isto se agitara nele.
- Campanelo, meu avô nunca olhou para trás!
De roda, todos ficaram surpreendidos. O homem fitou-o algum tempo, depois disse:
- Sim, o teu avô nunca olhou para trás. É um homem.
E voltou ao conto sem o desfitar. Parecia que só a ele contava a história da Torre da Má Hora.
- Da Torre da Má Hora quem for cobarde não torna!
- Campanelo, meu avô foi lá e voltou!...
-...Então, o menino forçou a porta chapeada de ferro e entrou pelo corredor. Era um silêncio tão grande que punha os cabelos do menino arrepiados... quando, nisto!...
E Campanelo, sem desfitar o rapazinho do bibe preto, acaba a história de outro modo. Depois de todos os perigos, já o menino traz a rapariga pelo corredor fora, a velha aparece e, com a ajuda de um gigante, prende-o a correntes, numa parede. O menino preso a correntes, numa parede!...
Foi uma aflição pelos rostos das crianças.
Campanelo vê o rapazinho do bibe preto erguer-se com os olhos rasos de água. Segue-lhe a mão estendida e ouve-lhe a voz esgarçada:
- Campanelo, onde é a Torre da Má Hora?!...
Sorrindo, o homem aponta ao acaso o largo, as ruas da vila, os campos.
- Sei lá... Em qualquer parte. Mas, olha, tu és como o teu avô: hás-de ir e voltar da Torre da Má Hora.
E, no círculo dos rapazinhos, o menino do bibe preto, de pé, era mais alto que todos. Mais alto que Campanelo sentado no lancil do largo, debaixo das estrelas, na noite quieta.


                                                                                                         Manuel da Fonseca, in Aldeia Nova

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Halloween no Museu da Eletricidade em Lisboa


31 de outubro
a partir das 21h30

Entrada livre (não requer marcação prévia)





Hoje, o Museu da Eletricidade veste-se a rigor para receber o Dia de Halloween.
A partir das 21h30, o Museu ganha vida e convida o visitante a entrar no jogo Cluedo, o chefe da Central Tejo foi assassinado. Quem o matou? E qual a arma do crime?
Zombies, fantasmas, bruxas, lobos e muitos sustos prometem uma noite de mistério verdadeiramente assustadora no Museu, para todas as idades!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Pintora, Escultora e modelo – Niki de Saint Phalle

Catherine-Marie-Agnès Fal de Saint Phalle, mais conhecida como Niki de Saint Phalle, artista franco-americana que nasceu a 29 de outubro de 1930, em Neuilly-sur-Seine, nos subúrbios de Paris. À imagem de Gaudi, Miró, Dubuffet e Calder a sua obra expressa a irreverência e a originalidade.
Ex-modelo fotográfico das revistas Vogue, Harper’s Bazaar e Life nos anos 40, a artista francesa notabilizou-se por inventar um mundo de cores puras e de firmes movimentos lúdicos. Soube inventar um novo mundo de cores puras, que são um hino à vida.
A sua série Nanás (que em francês quer dizer, moças) grandes bonecas que representam o mundo feminino, ganhou aclamação mundial. As suas esculturas são construídas com espelhos, vidro, plástico, tecidos e bronze.
Niki faleceu em 21 maio de 2002, em San Diego, Califórnia.

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Niki de Saint Phalle;  1969
Foto: Leonardo Bezzola

Escorpião e Veado“, pintura a óleo e objectos sobre contraplacado de madeira,  1956-1958, Museu de Arte Contemporânea e Moderna de Nice
Um dos seus grandes projetos públicos, o seu jardim de esculturas, O Jardim Tarot, inspirado no Tarots, foi concluída em 1998. O universo da artista inclui ainda outros materiais do tipo fibra de vidro, gesso ou tela de arame. São obras de impacto com ironia e humor, pontuadas por um alegre colorido, marcadas por expressivas e apoteóticas figuras femininas, redondas e generosas.
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The TAROT Garden,1960, Tuscany, Italy
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The lovers” – Tarot Garden, 1960
Black Nana, Niki de Saint Phalle
Black Vênus“, 1965 – 1967
Saint-Phalle_Niki_de-Hannover_Nanas_Sophie_Charlotte_Caroline.normal
niki_saint_phalle-adam_and_eve_arte e efemerides
1973, Hannover, Germany
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Monkeys, 1979
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Arbre Serpents (Serpent Tree)”, 1999
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Sun God Vase”, 2001-03
niki-saint-phalle_NanaWithHandbag
Nana with handbag”, 2000-2001

O Diabo”, polyester pintado, 1985 – MAMAC
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O Anjo Protetor“,no Hall da Estação Principal de Zurique
Visitando o Centro Georges Pompidou é obrigatório visitar um dos espaços envolventes mais estimulantes, na Praça Stravins-ky, integrada nas margens da implantação do edifício. A instalação da fonte teve início em 1982, cinco anos depois da construção do “Centre National d’Art et de Culture”, e nela foram introduzidas 16 figuras criadas por Niki de Saint Phalle, a autora, em parceria com o escultor Jean Tinguelyem, em homenagem a Igor Stravinsky, recriando “A Sagração da Primavera”, composta por este compositor em 1913.
A articulação das peças é accionada através de uma engrenagem visível que movimenta uma grande boca vermelha, uma cabeça de elefante, uma serpente, um pássaro disforme, um coração multicolor e um chapéu de palhaço, numa combinação assumidamente lúdica e bem humorada.
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Fonte Stravinsky, Praça Igor Stravinsky, Paris, 1982-83
http://escolaamigadaarte.wordpress.com/2013/01/18/pintora-escultora-e-modelo-niki-de-saint-phalle/

Mariza recebe prémio internacional

    
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Mariza foi galardoada com o Womex 2014 por ter alcançado «novos patamares artísticos» na sua área musical. O Prémio foi atribuído em Santiago de Compostela.

Fundação Vieira da Silva comemora 20º aniversário

    
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O Museu da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva (FASVS), em Lisboa, vai celebrar na quinta-feira vinte anos de abertura ao público com uma exposição que faz o balanço da atividade de duas décadas.
De acordo com a FASVS, as celebrações vão prolongar-se durante um ano com um programa que inclui a organização de conferências, a exibição de filmes e outras iniciativas que a entidade irá divulgar posteriormente.
A mostra – que assinala os 20 anos da abertura do museu e os 25 anos da criação da fundação em nome da artista e do seu marido, também artista — vai reunir obras de arte, depoimentos de artistas e curadores, artigos de imprensa, fotografias e outra documentação.
Fonte: Diário Digital / Lusa
Para mais informações

Prémio Camões será entregue,esta noite, no Rio de Janeiro.

A cerimónia de entrega do Prémio Camões 2014 acontecerá esta noite, no Rio de Janeiro, no Brasil, quando o secretário de Estado da Cultura do governo português entregará o galardão ao poeta brasileiro Alberto da Costa e Silva.



domingo, 26 de outubro de 2014

Hoje, 27 de outubro é o dia das Bibliotecas Escolares


Outubro é o mês Internacional das Bibliotecas Escolares


Para 2014, o Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares - RBE - estabeleceu 27 de outubro como o "Dia da Biblioteca Escolar", propondo o tema aglutinador - “A tua biblioteca escolar: um mapa de ideias”. 





Autora do cartaz: professora Fátima Ponte


A nossa BE associa-se a esta efeméride, lançando o desafio lúdico de promoção da leitura - "Atira-te ao Tejo", agendado para os dias  28 e 29 de outubro de 2014.

Nestes dias, deixa-te levar pelo sublime poder inspirador das Tágides e “Atira-te ao Tejo”.
Na profundidade das águas azuis e cristalinas, com a ajuda das ninfas, vais encontrar um tesouro especial, o teu…

Deixa-te surpreender, pois o “Tejo é sempre novo...


para além dos olhos…


Conferência: Da teatralidade popular brasileira ao teatro contemporâneo


na sala 0.06, piso 0, Ed. ID da FCSH-UNL (Lisboa)


27 de Outubro 2014


Grácia Navarro, professora do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) apresenta no dia 27 de Outubro, às 10h30, na sala 0.06, piso 0 do Ed. ID da FCSH, a conferência "Da corporeidade e da teatralidade popular brasileira ao teatro contemporâneo". A conferência será seguida de uma roda de samba pela Cia Histriônica de Teatro <https://www.facebook.com/ciahistrionica> , às 12h30, no pátio da faculdade.
A iniciativa realiza-se no âmbito do Intercâmbio Artístico Cultural Brasil / Portugal em que está envolvida a investigadora Isabel Bezelga, coordenadora do grupo de Estudos de Teatro do IELT e encerra um programa que passa pelo Porto (14 a 16 de Outubro), Santa Maria da Feira (17 a 19 de Outubro), Évora (20 a 22 de Outubro) e Lisboa (23 a 27 de Outubro).

Organização:
Cia. Histriônica de Teatro, Instituto de Artes da Unicamp e Licenciatura em Teatro /DAC da Escola de Artes da Universidade de Évora
Coordenação Geral:
Grácia Navarro e Isabel Bezelga
Apoio:
SAS UÉvora, IELT, docentes e alunos da UE

Ana Paula Guimarães

Universidade Nova de Lisboa
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Instituto de Estudos de Literatura Tradicional - Patrimónios, Artes e Culturas
Avenida de Berna, 26 - C
1069-061 Lisboa, Portugal
Telefone: 21 790 83 00

No ano em que se comemora o centenário da publicação da revista Orpheu...


Manucure de Mário de Sá-Carneiro


31 OUT 2014
18h
BIBLIOTECA DA IN-CM (IMPRENSA NACIONAL-CASA DA MOEDA)

ENTRADA LIVRE
João Grosso concebe e interpreta Manucure, a partir do emblemático poema de Mário de Sá-Carneiro. A biblioteca da Imprensa Nacional-Casa da Moeda recebe este espetáculo, em parceria com o TNDM II.

Uma personagem encontra-se no café, comovendo-se com a sua própria sensação de ternura, e progressivamente instala-se o caos e a loucura: a tensão entre o interior e o exterior, a modulação vocal inspirada no ondear aéreo e nas cacofonias dos transportes e da indústria, a sensualidade da ausência de suporte, o cadenciado da máquina que se transforma em Rap, uma chávena de café que se transforma em ser desfeito...

A partir de um texto provocatório, com um fôlego futurista, Manucure é um pouco recital, um pouco concerto, um pouco interativo, um pouco plástica sonora. Dissolve-se a unidade da linguagem, desmantela-se a sintaxe, desvaloriza-se o valor expressivo da palavra para se sentir apenas "a tristeza das coisas que nunca foram”.


de Mário de Sá-Carneiroconceção e interpretação João Grosso
beater Jorge Albuquerque

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

AUTORETRATO



Para quê os olhos

nas alcovas das faces

a cheirar a maresia.

Olhos quadrados, a espreitar

as flores na multidão.

Olho-de-café

olho negro

a subir em espiral.

E para quê o tapete de cabelo

a pensar as nuvens

de longe interrogadas

em alegrias premeditadas

auscultando do vento

ruídos da guerra

se tudo há-de ser novamente

semente à terra.
                                                    JReis
                                                    1983

 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Reedição de duas obras de Eugénio de Andrade

A editora Assírio & Alvim prossegue a reedição das Obras Completas do poeta Eugénio de Andrade (1923-2005), iniciada em 2012, com a publicação, esta semana, dos títulos "Limiar dos Pássaros", editado originalmente em 1976, e "Memória doutro rio", saído em 1978.  

por lusa
CULTURA
Reedição de duas obras de Eugénio de Andrade
DR|

A ENCENAÇÃO DO PODER / O PODER DA ENCENAÇÃO

cabeçalho

4 NOV 2014
19h
Salão Nobre | Entrada Livre
Desde sempre o poder se encenou, sobretudo o poder político. Em todos os sistemas ao longo da História, com a ajuda de técnicas próximas das do teatro, têm sido ensaiadas diferentes formas de encenação, em função da estrutura das sociedades e da especificidade da conjuntura histórica.
Como é que os sistemas políticos se apresentam? Que instrumentos e meios de comunicação utilizam os detentores de poder político e os grupos de interesses para influenciarem a opinião pública relativamente aos seus objetivos? Todos os sistemas desenvolvem as suas próprias iconografias, as revoluções também. As ditaduras do século XX constituem claros exemplos de encenação política com o objetivo de manipular a opinião pública.
Atualmente a legitimidade da política passa cada vez mais por processos de comunicação, pelo que a política se torna cada vez mais suscetível de encenação, levando à marginalização da realidade fora dos media. Mesmo em democracia, é o poder das imagens que impera, não o dos cidadãos.
Margarida Gouveia Fernandes
(Programadora dos Encontros Garrett)

com Eduardo Lourenço (Escritor e Ensaísta) e Francisco Seixas da Costa (Embaixador)
moderador António José Teixeira (Diretor da SIC Notícias)

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Ação de Formação “Problemas comportamentais, dificuldades de Aprendizagem e dislexia”


Centro de Formação Calvet de Magalhães

 Para Educadores de infância e Professores do Ensino Básico e Secundário, a realizar na Escola Secundária do Restelo, com a seguinte calendarização:
8 e 15 de Novembro, das 10:00 às 13:30 e das 14:30 às 18:30.
Custo: 40 euros

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A ´"internet" em tempo real...




ENTREGA DOS PRÉMIOS DO QUADROS DE MÉRITO E DE EXCELÊNCIA DO ANO LETIVO 2013-2014, NA BIBLIOTECA DA NOSSA ESCOLA


No dia 12 de setembro de 2014, o Diretor da nossa escola, Professor João Santos, entregou os Prémios do Quadro de Mérito e de Excelência a vários alunos.

Os Prémios de Mérito representam o  reconhecimento das competências e das atitudes dos alunos, que se tenham evidenciado nos domínios cognitivo, cultural, pessoal e/ou social. 

As menções de mérito não pretendem premiar, apenas,  os bons resultados, mas também promover o exercício de uma cidadania responsável e ativa, incentivando os alunos na busca da excelência.