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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Banda desenhada para todos os gostos na nossa BE.





















"As tiras Calvin & Hobbes foram publicadas pela primeira vez em Novembro de 1985 e hoje em dia estão traduzidas em mais de 40 línguas tendo vendido cerca de 30 milhões de exemplares em todo o mundo.
Esta série de tiras criada, escrita e ilustrada pelo autor norte-americano Bill Watterson retrata as aventuras e a amizade de um menino cheio de personalidade e do seu tigre de peluche".

BIOGRAFIA do autor

Autor de banda desenhada, cartunista e pintor, William B. Watterson II, mais conhecido por Bill Watterson, nasceu a 5 de Julho de 1958, em Washington DC (Estados Unidos da América), cidade onde viveu até aos seis anos. Passou a restante infância em Chagrin Falls, no Estado de Ohio, tendo-se licenciado em Ciência Política no Kenyon College de Gambier, Ohio, em 1980, onde publicou diversos Cartoons políticos durante os quatro anos em que aí estudou.

Na nossa BE, podemos ler "Lucky Luke".





"Após o bando ter falhado um assalto, Jack, William e Averell decidem emancipar-se e destituir Joe do cargo de "líder" dos Dalton. A partir de agora, cada um dos irmãos deverá passar a agir sozinho e por conta própria. O primeiro que conseguir juntar um milhão de dólares, terá o direito de se tornar o novo líder dos Dalton."

  • "Um grupo de mulheres parte rumo ao Oeste selvagem, numa arriscada travessia do continente americano com vários perigos à espreita: foras da lei, índios, animais selvagens, intempéries, etc. Escoltadas por Lucky Luke, o seu objetivo é alcançarem uma região remota unicamente habitada por homens para aí encontrarem marido.
    Ao chegarem ao destino, uma das mulheres, Jenny, vê gorados os seus intentos, já que o seu prometido se encontra na prisão. Lucky Luke é então nomeado seu protetor, missão que deverá exercer até à libertação do prisioneiro. Julgando-a noiva de Lucky Luke, os famosos irmãos Dalton não perdem tempo e resolvem raptá-la…"

  • para além dos olhos...


Encontre a "Mafalda" na nossa BE!





SINOPSE

Quem não conhece a Mafalda, a menina reguila que questiona os absurdos da vida e põe a nu os horrores da humanidade?
Mafalda é uma (eterna) criança de 6 anos, e é através do seu olhar que Quino nos faz chegar a sua reflexão sobre o mundo e o estranho animal que o habita: o Homem.

Assinalando os 50 anos de Mafalda, a Verbo reedita em Portugal todas as suas tiras numa nova edição cartonada que, para além de beneficiar de uma capa inédita, conta ainda com artigos de opinião e diversa informação que, guiando o leitor, o ajudam a contextualizar a personagem e os gags nos acontecimentos históricos que a Argentina e o Mundo vivenciaram entre 1964 e 1973.


SOBRE  O  AUTOR


Autor de banda desenhada (BD), caricaturista e ilustrador argentino, Quino, pseudónimo de Joaquín Salvador Lavado, nasceu em Mendoza, Argentina, a 17 de Julho de 1932, sendo filho de imigrantes espanhóis originários de Fuengirola (Málaga). 


Fonte: "wook"


para além dos olhos...

A pensar em si, a BE tem novidades literárias...


Desta vez, a  BE apostou, fortemente, na banda desenhada.

Esta história emocionante está à sua espera...




Anne Frank escreveu as primeiras linhas do seu famoso diário há 75 anos e o seu pai, o seu primeiro editor, publicou-o cinco anos depois. Para celebrar estas duas efemérides, este ano foi editada a primeira adaptação em banda desenhada de O Diário de Anne Frank. Com texto do argumentista e realizador Ari Folman e ilustrações de David Polonsky, a nova versão teve como base os textos originais de Anne e foi aprovada pelos descendentes da jovem escritora.



Anne nasceu a 12 de junho de 1929 em Frankfurt, na Alemanha, no seio de uma família judaica. Em 1933, depois da subida ao poder dos nazis, a família mudou-se para Amesterdão. Depois de dois anos escondidos num anexo, os Frank foram descobertos e detidos. Anne Frank morreu pouco mais de um ano depois, em março de 1945, no campo de concentração de Bergen-Belsen, para onde foi levada.
O seu diário, escrito durante o período de reclusão, tornou-se numa das obras de não ficção mais lidas de todos os tempos. A primeira adaptação gráfica chega às livrarias de todo o mundo já neste mês de setembro. A edição portuguesa, com chancela da Porto Editora.
Veja aqui o vídeo.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Natal: música e palavras



É tempo de celebrar...






para além dos olhos...


Sugestões de Leituras



SUGESTÕES DE LIVROS PARA ESTE MÊS DE NATAL


No mês do Natal, o livro é o mais belo presente. As  sugestões de Luís Almeida D'Eça incluem crónica, contos, romance e a belíssima poesia de Maria Teresa Horta. Margaret Atwood reinventa a Odisseia no feminino, Modiano regressa a Paris, a sua geografia literária de eleição, e João Carlos Alvim aventura-se pelos caminhos do romance histórico. Para os adolescentes, o eterno Jules Verne. Para todos, uma excelente obra de divulgação da vida e obra de José Saramago, por ocasião dos 20 anos da atribuição do Prémio Nobel de Literatura.




Maria Teresa Horta
Estranhezas
“De súbito Dürer… / a asa que pintaste / há séculos / ganha voo/  com a sua dúctil / e indócil beleza / Com a sua estranheza”. O signo da asa, que a capa de Dürer bem afirma, paira sobre o mais recente livro de poemas de Maria Teresa Horta. Sem iludir (como nos demais livros não-temáticos) uma unidade essencial, «Estranhezas» desdobra-se por sete capítulos que não encobrem uma continuidade quase vital: No EspelhoPaixão, Da BelezaAlteridadesTumulto, Ferocidades e À Beira do Abismo. É que se o eu horteano está bem patente nos primeiro, segundo e último capítulos, os outros e outras de AlteridadesTumulto e Ferocidades são magníficos desenhos traçados pela mesma mão que escreveu os primeiros. Lê-se este livro como quem “chora de beleza” ao subir as escadarias do Louvre e vê de, “asas abertas”, “um belíssimo anjo degolado na sua veste feminina”: a Vitória de Samotrácia.
Dom Quixote



Maria Filomena Mónica
Nunca Dancei num Coreto
Há um momento na vida em que a generalidade das pessoas começa a pensar em coisas que ficarão definitivamente por fazer. Esta espécie de nostalgia do não acontecido é própria de um estado melancólico que se deseja efémero. Efémero é também o adjetivo que Maria Filomena Mónica (MFM) usa para caracterizar a escrita para jornais. Qual o interesse de ler hoje uma crónica do dia anterior, da semana passada ou com alguns anos? A resposta não está no assunto, que poderá ter ficado desatualizado, mas na sobriedade da escrita e na acutilância do pensamento. Nenhum texto, por curto que seja, será então passageiro. É isto que encontramos nas crónicas de MFM, que nos últimos sete anos têm vindo a ser publicadas quinzenalmente no Expresso. Sejam os assuntos mundanos ou privados, a qualidade é a mesma. Nunca um excesso de sentimentalidade manchará uma memória pessoal, assim como nenhuma observação de carácter sociológico dispensa a objectividade dos números que reforçam a argumentação da autora. RG
Relógio D’Água


Margaret Atwood
A Odisseia de Penélope
As recentes adaptações televisivas de The Handmaid’s Tale e Alias Grace tornaram a escritora Margaret Atwood numa celebridade. Porém, a autora, eterna nomeada ao Nobel de Literatura, era já um nome de culto entre os leitores mais atentos. The Handmaid’s Tale, originalmente publicado em 1985,  vendeu milhões de exemplares, deu origem a um filme (com argumento de Harold Pinter e realização de Volker Schlöndorff), a uma ópera de Poul Ruders e afirmou-se como alegoria política digna de Admirável Mundo Novo ou de 1984. Lamentavelmente, esta notoriedade não se estende à sua notável obra poética, remetida à semiobscuridade pela fama de romancista. Penélope é uma figura de mulher imortalizada pelas suas virtudes passivas: durante 20 anos esperou fiel e pacientemente o regresso a casa do marido, Ulisses. Protagonista desta versão da “odisseia no feminino”, revela-se uma criatura inteligente e pragmática, que com profundo espirito crítico desfaz mitos e repõe a sua visão da realidade, com a mesma habilidade com que tece e destece os fios do seu tear.
Elsinore


Patrick Modiano
Lembranças Adormecidas
“Paris, para mim, está juncada de fantasmas, tão numerosos com as estações de metro e todos os seus pontos luminosos, quando carregávamos nos botões do painel de correspondências”. No seu primeiro romance pós-Nobel, Modiano escreve sobre a memória de seis mulheres encontradas e perdidas pelo narrador nos anos sessenta, Uma personagem refere-se a uma dessas silhuetas femininas como “alguém que caminha ao lado da sua vida”. Há, de facto, algo de espectral neste conjunto de mulheres que surgem não se sabe de onde e desaparecem sem deixar rasto. O protagonismo pertence, porém, como vem sendo habitual na obra do autor, à cidade de Paris, mais concretamente às suas ruas onde estes encontros e desencontros têm lugar. Existe qualquer coisa de livro sonhado neste belíssimo romance, sublinhado desde logo pelo título: Souvenirs Dormants (Lembranças Adormecidas): um conjunto de recordações que se esfumam “ como as palavras que acabamos de ouvir num sonho e nos fogem ao despertar.”
Sextante


João Carlos Alvim
 A Confraria dos Espectros
João Carlos Alvim foi co-fundador da Assírio & Alvim, em 1972, e director editorial das Publicações Dom Quixote e da Bertrand. Mais tarde co-fundou a Bizâncio e foi consultor editorial para a Livros do Brasil, a Ulisseia e a Campo das Letras. Traduziu alguns autores que muito aprecia (Isaac Bashevis Singer, Marguerite Duras, Éric Vuillard). O seu primeiro romance, A Confraria dos Espectros, é uma história romântica e dramática, cheia de melancolia e de ação, sobre a imparável ascensão da Europa liberal e as ilusões dos que tentaram opor-se-lhe. A narrativa inicia-se em Lisboa, em Julho de 1833 e estende-se até Nova Iorque, no ano de 1911. Qual a influência da Confraria dos Espectros no reordenamento político da Europa? Que intrigas se produziram, nesses anos do século XIX, entre os gabinetes dourados da realeza e da diplomacia, as alcovas e os salões das grandes figuras da época e a escória das ruas e do crime?
A Esfera dos Livros

João de Melo
As Coisas da Alma
O volume As Coisas da Alma e Outras histórias em Contoreúne 18 curtas narrativas. Desses contos, 15 pertencem á edição original e a duas edições datadas de 203 e 2005. Dos restantes um é inédito e os outros dois, em versão mais elaborada, provém de publicações de circunstância. São histórias sobre um filho que procura o pai que nunca conheceu, um homem que quer o funeral discreto e mais humilde possível, um marido que vive sob o domínio da mulher, uma criança que assiste á partida da tia decidida a emigrar para o Brasil ou um professor de história divido entre a atracção pelo corpo atlético de uma mulher e amabilidade de outra. Retratos sensíveis da condição humana naquilo que (citando a frase de Teixeira de Pascoaes que serve de epígrafe à presente edição) mais tem de “imanente”: a alma. Os contos já conhecidos sofreram significativas alterações na prosa, assim justificadas pelo autor: “Fi-lo com toda a naturalidade: julgo pertencer ao número dos descontentes por natureza e a paixão – que nunca dão por finda a obra começada.”
Dom Quixote


Inês Fonseca Santos
José Saramago, Homem-Rio
Serralheiro mecânico, escritor, editor, crítico, tradutor e jornalista, José Saramago, prémio Nobel de Literatura, foi múltiplo como só um escritor o sabe ser. O escritor é um homem-rio “com tantas margens quantas as palavras que existem”. O “lugar onde desagua, onde termina, toda a gente sabe que um escritor só morre quando desaparece o seu último leitor”. Com magníficas ilustrações de João Maio Pinto, de uma sugestiva linguagem pop, esta é a obra ideal para introduzir novos leitores na vida e obra de José Saramago.
Pato Lógico/INCM


Jules Verne
Miguel Strogoff
O mundo possui seis continentes: Europa, África, Ásia, América, Austrália e Júlio Verne.” Desta forma se referiu o escritor francês Claude Roy ao pai do romance de antecipação científica. Jules Verne (1828/1905), senhor de um singular poder visionário, descreveu, com um misto de realidade e fantasia, a conquista da terra, dos mares e do céu. Múltiplas gerações de leitores cresceram na companhia das suas obras. Apesar dos avanços da ciência e da tecnologia, os seus livros permanecem como um dos mais perfeitos exemplos da celebração do espírito de aventura humano. Miguel Strogoff, clássico do romance de aventuras e impressivo retrato da Rússia, nação dividida por várias culturas e realidades, que o autor nunca visitou, mas que conhecia através de relatos de colegas da Sociedade de Geografia. O protagonista, correio secreto do Czar, é enviado numa perigosa missão secreta para evitar a derrocada do império.
E-Primatur