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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Sugestão cultural grátis, em Lisboa!


"Eça e os Maias - Tudo o que tenho no saco"



Até 18 Fev 2019




"130 anos depois da publicação de Os Maias, a Fundação Gulbenkian vai mostrar, pela primeira vez em Lisboa, o seu acervo do escritor Eça de Queirós, que inclui peças como a secretária pessoal onde escrevia, de pé. A mostra, criada em parceria com a Fundação Eça de Queirós, inclui itens tão variados como fotografia, pintura, escultura, caricaturas, cartas, crónicas ou música e filmes da época."

Até 18 Fev 2019


Fonte: "Time Out"Renata Lima Lobo
PUBLICADO: 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Hoje, a BE assinala a morte do grande escritor Miguel Torga... (12 agosto 1907 - 17 janeiro 1995)




"Sísifo"  MIGUEL TORGA








Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.

ARTIGO REVISTO | 1ª EDIÇÃO, VIDEOPOESIA - 29.11.2014

Crónica de Daniel Sampaio



O professor e o Aluno


"Sonho muitas vezes com uma escola diferente. Uma escola básica e secundária que contribuísse para a descoberta e desenvolvimento de jovens alegres, amáveis e com interesse no mundo à sua volta. Uma escola onde predominasse o respeito recíproco entre alunos e professores (nos dois sentidos), entre pais e docentes e entre os estudantes. Uma escola onde a violência física e psicológica fosse identificada, prevenida e combatida através de programas, sempre com a participação dos mais novos (sobretudo daqueles que assistem sem nada fazer). Uma escola em que o desenvolvimento da inteligência emocional e a melhoria do relacionamento interpessoal fossem parte integrante do projecto educativo. Uma escola em que a Educação para a Saúde tivesse um lugar fundamental e pudesse integrar informação sobre as etapas do desenvolvimento dos alunos, os problemas das famílias de hoje, o consumo, as questões dos media e tantos outros assuntos da vida quotidiana.

Àqueles que me consideram utópico, pergunto: pode-se educar sem sonho? Consegue-se dormir bem “vivendo um dia de cada vez”, como oiço tantas vezes? E respondo: podemos fazer muito melhor. Na diversidade marcada de tantos estabelecimentos de ensino, há experiências positivas que precisam de ser estudadas e replicadas. Cruzar os braços não levará a nada.

Infelizmente, o panorama global é desolador. Os resultados académicos são medíocres, a indisciplina predomina e a desmotivação de professores e alunos aumenta todos os dias.

Àqueles que me consideram utópico, pergunto: pode-se educar sem sonho? Consegue-se dormir bem “vivendo um dia de cada vez”, como oiço tantas vezes? E respondo: podemos fazer muito melhor

Muitos professores parecem esquecer que a sua relação com os alunos tem de compreender respeito para com os mais novos, firmeza e ensino motivador e interessante. Infelizmente, muitos docentes fazem a leitura do manual, falando sem cessar durante 90 minutos. Escasseiam o trabalho de grupo, a pesquisa e o conhecimento pessoal de muitos alunos. Por vezes, há problemas na regulação da distância: alguns docentes falam dos seus filhos, dos animais que têm lá em casa ou das crises pessoais que estão a atravessar. Nas últimas semanas, ouvi relatos de sala de aula onde a professora falou da morte do gato e das travessuras do filho… enquanto os alunos riam ou faziam gestos de enfado.

Os estudantes estão na sala de aula por obrigação, mas sem entusiasmo. Os telemóveis são utilizados sem cessar, na aula e nas pausas, mesmo nas escolas onde até nos intervalos estão totalmente proibidos (uma medida exagerada que é posta em causa todos os dias, com os aparelhos a ser confiscados a um ritmo impressionante, para mais tarde serem devolvidos aos pais, sem que haja qualquer mudança). Estudam para os testes e depressa esquecem tudo: por exemplo, decoram umas frases sobre Gil Vicente e Camões, mas ninguém lhes fala do enquadramento histórico das obras e da vida dos respectivos autores. No pátio, em muitas escolas, a violência interpessoal abunda: estudantes física e

ou psicologicamente mais frágeis são humilhados, sem que a escola organize atendimento para essas situações. Na sala de aula, a desatenção é a regra e a indisciplina é frequente.

É fundamental mudar o clima escolar. Os alunos precisam de limites na sua ânsia de crescimento e afirmação pessoal, mas necessitam de ouvir explicações razoáveis sobre as decisões dos professores. Os docentes não podem continuar sem apoios especializados para os novos dilemas da escola de hoje.

Como sempre, é na construção de uma relação singular entre o professor e o aluno que encontraremos o caminho da renovação."

fonte: Jornal "O Público"

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Amanhã, brindemos a 2019, com o familiar "Chá das Letras"!



Amanhã, dia 10 de janeiro de 2019,  às 10h.45,  juntamo-nos, como habitualmente, para ressuscitarmos as palavras que agitam emoções e despoletam trocas de sorrisos "para além dos olhos..."

Desta vez, a anfitriã  é a professora Edite Fiuza.


para além dos olhos...

Recomeçamos o nosso ciclo de palestras, "Escola em Rede", com a presença do conceituado psiquiatra e terapeuta familiar, Professor Daniel Sampaio.




para além dos olhos...

Vencedora da atividade
             "Um mês..Um escritor"e 
             " Das letras à imagem"
                        do mês de dezembro

Aluna: Helena Dias
9ºA2

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Já podem utilizar os conteúdos educativos da "Khan Academy"!


"Podes Aprender o que Quiseres"





A Fundação PT preparou um tutorial  sobre a utilização da Plataforma de Aprendizagem Khan Academy . 

Eis o link:

domingo, 30 de dezembro de 2018

Sugestão musical....




para além dos olhos...

No dia 14 de dezembro, no último dia de aulas, na Biblioteca Escolar, tivemos um encontro intergeracional fabuloso.


Em defesa do "Cante Alentejano",  enquanto Património Cultural Imaterial da Humanidade, a Biblioteca Escolar realizou uma festa para a sua divulgação 


A participação do grupo "AlCante" constituiu um momento alto, na vida da nossa escola.


Temos muito orgulho no nosso aluno do 12º PE1, Pedro Fernandes, enquanto elemento mais jovem do grupo. 

Um grande obrigada, ao AlCante!


 

para além dos olhos...

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Conto de Natal

Nesta época festiva, apresentamos mais uma prenda…

um belo texto de uma aluna da nossa Escola (Ead).



Pauline Caroline

Texto de Laíse Pereira, 9A2


            Era Natal. Nevava como não nevava há bons anos — flocos brancos como penas de cisnes alvos desciam carregados pelo vento até o solo gelado e duro. Eu vestia um suéter vermelho que doía aos olhos, uma peça de roupa caçada de uma das minhas inúmeras malas de roupas de inverno.

            O parque estava movimentado. Era do tipo que tinha estandes de comida abertos vinte e quatro horas por dia e apresentações musicais a cada cinco. Crianças corriam para lá e para cá, adultos se cumprimentavam e um Papai Noel falso sorria para as câmeras sempre que posava para uma nova pessoa. Um cheiro de chocolate quente e pipoca pairava pelo ar — definitivamente aquela era a imagem perfeita da festividade que todos adoravam.

            Eu estava sentada, tomando um café preto sem açúcar numa caneca que de tão quente queimava a ponta de meus dedos. Esperava minha irmã mais nova, cujo nome era uma confusão de letras que meus pais adoravam: Pauline Caroline. Eu a chamava de Line, é claro, um apelido de muita mais fácil compreensão. Mas meus pais adoravam nomes antigos, como se estivéssemos presos na era vitoriana, onde a Londres ainda era o centro da economia mundial.

            E então, eu a vi: correndo em minha direção com os braços abertos, quase engolida por inteiro pelo seu casaco roxo, as bochechas coradas, os olhos brilhando e a ponta do nariz rosada. Seu cabelo castanho preso em uma trança lateral estava úmido graças aos flocos que grudaram em seus fios cor de chocolate.

            Pauline Caroline tinha doze anos, um “acidente” de meus pais quando eu tinha três anos e quase completando quatro. Com o passar do tempo se tornara quase uma sombra minha — me seguia para todos os lados cantarolando canções de A Pequena Sereia e com os cantos da boca sujos de chocolate. Éramos próximas e a amava, embora, de vez em quando, gostasse de ter algo que os adolescentes da nova geração chamam de “privacidade”.

            — Olha o que o Papai Noel me deu! — ela gritou quando chegou perto o bastante de mim, estendendo algo que parecia ser um pequeno cavalo de madeira branca. — Não é bonito? Vou chamá-lo de Floco de Neve!

            Para crianças do século XXI, eu e Pauline Caroline éramos mentalmente velhas — trocávamos tablets e computadores por livros e velharias e vestiamos roupas que pareciam terem saído do armário de nossa falecida avó, uma guerreira que lutara até o último instante contra o cancro de mama.

            Lembrar de nossa avó era uma tarefa difícil — sentíamos tanta falta que chegar o peito doía. Mas o que ela mais gostava era do natal e de cozinhar banquetes reforçados para a família inteira — ela convidava até os primos distantes, que nunca ligavam durante o ano ou se lembravam de sua existência.

            — É bonito. — eu disse para Pauline Caroline e sorri, segurando sua mão. — Mas acho melhor voltarmos para casa. Está ficando tarde e sabe como mamãe fica quando não chegamos antes das sete.

            — Ela enlouquece. — Pauline Caroline riu, provavelmente se lembrando de algum momento específico. — Mas tens razão, é melhor apressarmos o nosso passo. Estou faminta e quero um pedaço daquele peru.

            Rimos, divertidas, e começamos a caminhar pela rua com neve pisada. Fazia um frio de estralar os ossos e nos encolhíamos uma na outra para aumentar o calor corporal. Ainda segurava a caneca, que já arrefecera, já que era um conjunto especial de minha mãe e tínhamos apenas saído para ver o Papai Noel (falso).

            Estávamos perto de chegar em casa quando Pauline Caroline viu uma criança pequena, que devia ter uns quatro ou cinco anos, encarando com desejo uma vitrine cheia de brinquedos em exposição. Eu a reconheci de imediato: era um dos órfãos da casa de caridade ao lado. Eles eram bem cuidados, mas eu suspeitava que não tinham recursos necessários para presentes em festas caras como o Natal.

            Ao ver a criança pequena, senti que Pauline Caroline estremeceu. Aos doze anos, tinha certa dificuldade em admitir que a vida era injusta para alguns. Ela encarou com cuidado Floco de Neve. Talvez por ser Natal, talvez por causa da famosa “magia” que toca as pessoas, talvez por um motivo que nunca saberei, Pauline Caroline pegou o cavalinho de madeira e se aproximou da criança.

            — O Papai Noel mandou eu dar isto para você. — brincou, sorrindo e estendendo o presente.

            A criança arregalou os olhos, surpresa com aquele gesto de bondade. Com seus pequenos dedinhos gelados, pegou Floco de Neve, agradeceu e saiu correndo, envergonhada — ou com medo de que minha irmã mudasse de ideia.

            — Foi um gesto muito bonito. — elogiei Pauline Caroline.

            — Obrigada. — ela corou intensamente, como sempre fazia quando ficava encabulada.

            Ri de sua expressão e começamos a avançar de volta para casa.

            Afinal, aquele era dia de Natal e ainda tínhamos um peru para devorar.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Homenagem ao Professor João Santos







    Criador de futuro...




"(...) Pelas suas excelentes qualidades humanas e profissionais, lealdade, competência, rigor, disponibilidade, liderança, dedicação e zelo com que sempre desempenhou as suas funções, bem como pela permanente disponibilidade que sempre manifestou em prol da Escola Secundária de Fonseca Benevides (...)"
  
Fonte: Carta de louvor (C.G.)