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sexta-feira, 8 de março de 2019

As MULHERES


Há cem anos as mulheres 
puderam entrar para a função pública

O decreto-lei n.º 4676 promulgado a 19 de julho de 1918 permitia o acesso aos cargos públicos às mulheres, mas continuou a vetar-lhe o direito ao voto.


                       Regina Quintanilha foi a primeira mulher advogada em Portugal.© Site Ordem dos Advogados


As mulheres portuguesas viram legitimado há cem anos o acesso a "várias funções públicas" tradicionalmente exercidas por homens, através de um decreto promulgado por Sidónio Pais que deixava explícito que o voto não lhes seria permitido.
O diploma foi publicado no Diário do Governo, de sexta-feira 19 de julho de 1918, um mês depois de as sufragistas terem voltado a exigir o direito de voto, num documento entregue ao então Presidente da República.
"A partir da promulgação deste decreto às mulheres munidas de uma carta de formatura em direito é permitido o exercício da profissão de advogado, ajudante de notário e ajudantes de conservador. É-lhes igualmente permitido, em igualdade de habilitações com os homens, desempenhar as funções de ajudantes de postos e das repartições do registo civil [...]. Às mulheres é reconhecida capacidade para servirem de testemunhas nos atos do estado civil, e nos atos notariais [...]", anuncia o documento.
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Primeira mulher a votar em Portugal




Carolina Beatriz Ângelo foi a primeira mulher a votar em Portugal, aquando das eleições da Assembleia Constituinte de 1911. 
Por ser viúva e ter de sustentar a sua filha, Emília Barreto Ângelo, invocou em tribunal o direito de ser considerada "chefe de família". 
Foi médica e feminista. Fez também parte do grupo de mulheres que fundou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas. 
A Biblioteca dispõe de diversas referências bibliográficas sobre a mesma, esperamos pela sua visita.

Dia Internacional da Mulher


A história do Dia Internacional da Mulher



O 8 de março é lembrando no mundo inteiro como o dia internacional da mulher. Mas, qual a origem da data? Classicamente, divulgou-se que no dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas.
A história guarda certa semelhança com o massacre de Chicago, que deu origem ao Dia do Trabalhador. Mas, apesar das duras repressões contra o movimento operário no período, pesquisas documentais jamais encontraram referência ao tal massacre de Nova Iorque. Outras hipóteses sugerem que durante a 2ª Conferência da Mulher Socialista, a dirigente do Partido Social Democrata alemão, Clara Zetkin, teria proposto um Dia Internacional de Luta das Mulheres, que naquela altura ainda não tinham direito ao voto na maioria dos países europeus. Sabe-se que posteriormente, a II Internacional Socialista que na época ainda reunia nomes como Lenine e Rosa Luxemburgo, teria confirmado a necessidade da data, mas sem definir um dia. Assim, cada país tinha o seu dia que se voltava para greves, manifestações e toda forma de luta que chamasse atenção para as condições de trabalho das mulheres e a discriminação social.
No dia 8 de março de 1917 teve início uma greve de tecelãs e costureiras, em Petrogrado, na Rússia e não nos Estados Unidos. Nesse dia, um grande número de mulheres operárias, na maioria tecelãs e costureiras, saíram às ruas em manifestação por pão e paz e declararam-se em greve. A Rússia encontrava-se arrasada, pois naquela altura estava envolvida na I Guerra Mundial. A manifestação foi um dos acontecimentos que conduziu à primeira fase da Revolução Russa. O processo revolucionário resultou na queda do czarismo e na instalação de uma república parlamentar que duraria só até outubro, quando ocorre a Revolução Socialista Russa. A Conferência das Mulheres Comunistas, realizada em Moscovo, em 1921, adota o dia 8 de março como data unificada do Dia Internacional da Mulher, para celebrar a greve das costureiras de 1917. A partir daí, a data propagou-se mundo fora.
Em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o "8 de março" foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.


https://estoriasdahistoria12.blogspot.com
 wikipedia (imagens)

quinta-feira, 7 de março de 2019

Em março, acontece na nossa biblioteca Escolar...





Basta!

Assinala-se esta quinta-feira, dia 7 de março, o Dia de Luto Nacional pelas Vítimas de Violência Doméstica




para além dos olhos...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

VENEZA! RIO DE JANEIRO! TORRES VEDRAS!

NÃO, o verdadeiro carnaval é no E@D da FONSECA BENEVIDES






Mais um trabalho de EV do 2º ciclo E@D na temática "a comemorar também se aprende"







Amanhã, dia 27 de fevereiro, às 10h.30, o Chá das Letras reserva-lhe algumas surpresas...


Comecemos bem o dia, a rir e a cavaquear, pois trabalho sem alegria custa muito a suportar.
Durante quinze minutos, um chá inperdível, na companhia do nossa anfitriã,  professora Vanda Gonçalves.






 
                                       
para além dos olhos...