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quinta-feira, 9 de maio de 2019

segunda-feira, 6 de maio de 2019

D. Manuel II


06 de Maio de 1908: Sobe ao trono
 D. Manuel II, último rei de Portugal



D. Manuel II (Manuel Maria Filipe Carlos Amélio Luís Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Eugénio de Bragança Orleães Sabóia e Saxe-Coburgo-Gotha), segundo filho do rei D. Carlos e de D. Amélia de Orleães, nasceu em Lisboa, em 15 de novembro de 1889, e morreu em Twickenham, Inglaterra, em 2 de Julho de 1932. Trigésimo quarto e último rei de Portugal (1908-1910), ficou conhecido pelo cognome de "o Desventuroso". D. Manuel II foi aclamado rei a 6 de Maio de 1908. Casou em Setembro de 1913 com a sua prima D. Vitória Augusta de Hohenzollern-Sigmaringen, não tendo deixado descendência.Reunido o Conselho de Estado após o Regicídio que vitimou seu pai e seu irmão mais velho, a ele compareceu D. Manuel, constituindo-se um "ministério de acalmação", de concentração partidária, com exceção de João Franco e seus adeptos. Soltaram-se os presos políticos e revogaram-se alguns decretos da ditadura franquista. Mas a propaganda republicana recomeçou,  D. Manuel, porém, iniciou uma viagem pelo reino e, por onde passava, era sempre bem recebido.
No seu reinado teve de enfrentar duas graves questões: a questão Hinton e a do Crédito Predial. No primeiro caso, um grande industrial inglês, residente na Madeira, reclama uma indemnização do Estado Português em virtude de uma suposta revogação do monopólio do açúcar, a qual, em virtude da pressão diplomática da Inglaterra, viria a ser concedida. A questão do Crédito Predial deve-se a um desfalque naquela instituição por negligência de importantes figuras do regime. Em agosto de 1910, realizam-se eleições, em resultado das quais o Partido Republicano duplica o seu número de deputados no Parlamento. A 3 de outubro rebenta uma insurreição republicana em Lisboa que viria a triunfar no dia 5 de outubro. Em consequência, o último monarca português saiu do Palácio das Necessidades, foi para Mafra e daí para a Ericeira, onde embarcaria para o exílio em Inglaterra.

D. Manuel II. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.

 

wikipedia (Imagens)

Um Mês...Um Escritor


"A Selva" , Ferreira de Castro



Museu Ferreira de Castro

Um Mês.....Um Escritor...


O "Museu Ferreira de Castro"

Tendo o escritor Ferreira de Castro manifestado o desejo de que os seus restos mortais permanecessem em Sintra - como veio a suceder -, aceitou de bom grado a sugestão do "dois notáveis escritores, sintrense um, outro lisboeta, no sentido de que essa doação se fizesse. Trata-se de Francisco Costa, então diretor da Biblioteca Municipal, e Alexandre Cabral, que tinha na Camiliana de Sintra um apreciável acervo bibliográfico e documental para o desenvolvimento da sua investigação.
O primeiro mentor desta ideia terá sido, contudo, o então presidente da Câmara, António José Pereira Forjaz, que em carta de 10 de Abril de 1973, dirigida ao romancista, manifestava alvoroçadamente o seu júbilo, depois de verificada a conformidade da doação com as disposições legais.
O Museu abriu as sua portas em 6 de Junho de 1982. Encerrado para obras três anos mais tarde, reabriria em 22 de Julho de 1992, após remodelação dos conteúdos expositivos e de elaboração de um novo guia para o visitante.
O Museu Ferreira de Castro apresenta cronologicamente o percurso vivencial do escritor, agrupado em núcleos temáticos: 
·         "Infância" (1898-1911), refere-se à meninice do escritor, na "aldeia nativa" de Salgueiros, freguesia de Ossela, concelho de Oliveira de Azeméis, período de íntimo contacto com a verdejante natureza da região, que tanto iria marcá-lo. 
·         "No Brasil - Da selva amazónica a Belém do Pará" (1911-1919), relata a época em que Ferreira de Castro vive, ainda criança e sozinho, num seringal da Amazónia (até 1914) e a dramática e rocambolesca vivência em Belém. Dos muitos objetos de interesse expostos, destaque-se o manuscrito de Criminoso por Ambição, máscaras dos índios Parintintins (tribo já extinta), terra do seringal onde Castro trabalhou, e exemplares de Criminoso por Ambição e Alma Lusitana, ambos de 1916, os primeiros títulos que publicou. 
·         "O Regresso - Jornalismo e obra renegada" (1919-1927), mostra parte da atividade jornalística e exibe os livros que correspondem à primeira fase de Ferreira de Castro - de Mas... (1921) a O Voo nas Trevas (1927) --, por ele suprimidos das suas obras completas e que hoje são raridades bibliográficas. 
·         "Triunfo - De Emigrantes à direção de O Diabo" (1928-1935); "O Último Vagamundo" (viagens, 1929-1939); "O Mestre - De A Tempestade a Os Fragmentos" (1940-1974) contemplam o tempo em que Ferreira de Castro pontificou como autor proeminente do Portugal de então. É o período de A Selva, Terra Fria, A Lã e a Neve, A Curva da Estrada, A Missão...
O escritor português mais traduzido do seu tempo, na última sala expõem-se traduções das suas obras em diversas línguas.
No conjunto, o visitante tomará contacto com edições raras, manuscritos, objetos pessoais, ilustrações originais para os seus livros e outros espécimes relacionados com a vida e a escrita do romancista. O Museu apresenta também telas e desenhos originais de Arlindo Vicente, Bernardo Marques, Cândido Portinari, Elena Muriel, Jorge Barradas, José Rodrigues, Júlio Pomar, Roberto Nobre e Stuart Carvalhais, entre outros. 

domingo, 5 de maio de 2019

"Poema à Mãe"



para além dos olhos...

Ferreira de Castro

Um Mês...Um Escritor


Ferreira de Castro
 foi o escritor escolhido para 
o mês de maio



Ferreira de Castro (1898-1974) foi um escritor português. Toda sua obra constitui um importante documento social, que os aproxima dos neorrealistas.

Ferreira de Castro (José Maria Ferreira de Castro) (1898-1974) nasceu em Ossela, no concelho de Oliveira dos Azeméis, distrito de Aveiro, Portugal, no dia 24 de maio de 1898. Filho de camponeses, com oito anos perdeu seu pai. Com 12 anos emigrou para o Brasil, vivendo algum tempo na cidade de Belém, no Pará, em seguida mudou-se para o interior, onde entrou em contacto com a selva amazónica.
Trabalhou como seringueiro durante quase quatro anos. Nessa época escreve contos e crônicas, que enviava para diversos jornais. Com 14 anos, escreve seu primeiro romance “Criminoso por Ambição”, só publicado em fascículos, em 1916, quando retornou para Belém do Pará. Continuou colaborando para jornais e revistas.
Em 1919, Ferreira de Castro regressou para Portugal, passou dificuldades e demorou algum tempo para seu trabalho ser reconhecido. Em 1922 publicou “Carne Faminta” e em 1923 lançou “O Êxito Fácil”, obras que o notabilizaram.
Entre 1925 e 1927 foi redator do jornal O Século, dirigiu o jornal O Diabo e colaborou com as revistas O Domingo Ilustrado e Ilustração. Em 1928, “Emigrantes” elevou ainda mais seu prestígio como escritor, uma vez que o romance foi reconhecido em diversos países. Em 1930 publicou “A Selva”, uma de suas obras-primas. Em 1934, Ferreira de Castro decide abandonar o jornalismo, em razão da censura prévia do período de ditadura que se instalou em Portugal.
O aspeto fundamental da ficção de Ferreira de Castro é o realismo social, que o aproxima dos neorrealistas. Nascidas de sua vasta experiência nas matas da selva amazônica, as temáticas de seus romances enfocam a dramaticidade dos personagens carentes de valores humanos.
Toda obra de Ferreira de Castro constitui um importante documento social, um verdadeiro espelho da realidade da vida contemporânea dos humildes. A narrativa é apresentada através de uma linguagem direta, revestida de argumentos reais, que reproduzem com intensa dramaticidade o quotidiano das vidas injustiçadas.
Além das obras citadas, Ferreira de Castro escreveu: “Eternidade” (1933), “Terra Fria” (1934), “A Tempestade” (1940), “A Lã e a Neve” (1947), “A Curva da Estrada” (1950) e “A Missão” (1954).

Ferreira de Castro faleceu na cidade do Porto, Portugal, no dia 29 de junho de 1974.