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domingo, 5 de maio de 2019

Ferreira de Castro

Um Mês...Um Escritor


Ferreira de Castro
 foi o escritor escolhido para 
o mês de maio



Ferreira de Castro (1898-1974) foi um escritor português. Toda sua obra constitui um importante documento social, que os aproxima dos neorrealistas.

Ferreira de Castro (José Maria Ferreira de Castro) (1898-1974) nasceu em Ossela, no concelho de Oliveira dos Azeméis, distrito de Aveiro, Portugal, no dia 24 de maio de 1898. Filho de camponeses, com oito anos perdeu seu pai. Com 12 anos emigrou para o Brasil, vivendo algum tempo na cidade de Belém, no Pará, em seguida mudou-se para o interior, onde entrou em contacto com a selva amazónica.
Trabalhou como seringueiro durante quase quatro anos. Nessa época escreve contos e crônicas, que enviava para diversos jornais. Com 14 anos, escreve seu primeiro romance “Criminoso por Ambição”, só publicado em fascículos, em 1916, quando retornou para Belém do Pará. Continuou colaborando para jornais e revistas.
Em 1919, Ferreira de Castro regressou para Portugal, passou dificuldades e demorou algum tempo para seu trabalho ser reconhecido. Em 1922 publicou “Carne Faminta” e em 1923 lançou “O Êxito Fácil”, obras que o notabilizaram.
Entre 1925 e 1927 foi redator do jornal O Século, dirigiu o jornal O Diabo e colaborou com as revistas O Domingo Ilustrado e Ilustração. Em 1928, “Emigrantes” elevou ainda mais seu prestígio como escritor, uma vez que o romance foi reconhecido em diversos países. Em 1930 publicou “A Selva”, uma de suas obras-primas. Em 1934, Ferreira de Castro decide abandonar o jornalismo, em razão da censura prévia do período de ditadura que se instalou em Portugal.
O aspeto fundamental da ficção de Ferreira de Castro é o realismo social, que o aproxima dos neorrealistas. Nascidas de sua vasta experiência nas matas da selva amazônica, as temáticas de seus romances enfocam a dramaticidade dos personagens carentes de valores humanos.
Toda obra de Ferreira de Castro constitui um importante documento social, um verdadeiro espelho da realidade da vida contemporânea dos humildes. A narrativa é apresentada através de uma linguagem direta, revestida de argumentos reais, que reproduzem com intensa dramaticidade o quotidiano das vidas injustiçadas.
Além das obras citadas, Ferreira de Castro escreveu: “Eternidade” (1933), “Terra Fria” (1934), “A Tempestade” (1940), “A Lã e a Neve” (1947), “A Curva da Estrada” (1950) e “A Missão” (1954).

Ferreira de Castro faleceu na cidade do Porto, Portugal, no dia 29 de junho de 1974.

domingo, 28 de abril de 2019

Os Dias da Música


24 sugestões para os Dias da Música 2019 que vão encher Belém


Os Dias da Música voltam a encher o Centro Cultural de Belém, entre 26 e 28 de Abril. O tema deste ano é William Shakespeare, um colosso literário que serviu de inspiração a muitos compositores. Os Dias da Música propriamente ditos são precedidos do Festival Jovem, na quinta-feira, 25, que tem o mesmo tema mas assenta em intérpretes jovens. Como é usual, este evento central da programação do CCB inclui, além dos concertos, masterclasses, concertos para famílias e para bebés e outras atividades paralelas.

sábado, 27 de abril de 2019


Trabalhos efetuados pelos alunos do 6ºano,

 na disciplina de  História e Geografia de Portugal,

sobre o 25 de abril de 1974 







 

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Visitem, virtualmente, a exposição "Abrir abril o chegar da Liberdade" do Instituto Camões










para além dos olhos...

25 de abril, sempre...









Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo


Sophia de Mello Breyner Andresen

Sophia de Mello Breyner Andresen: "Memórias da Revolução"


Sophia de Mello Breyner Andresen foi um dos rostos de resistência à ditadura e também deputada pelo Partido Socialista (PS) na Assembleia Constituinte. O poema “Esta Gente”, fora divulgado na obra “Geografia”, oitavo livro de poesia publicado pela Edições Ática.




para além dos olhos...

"Sei que estás em festa, pá, fico contente! (...) " 25 de abril, sempre...

                                                                     


"Tanto Mar" de Chico Buarque


"Tanto mar" comemora a vitória do Estado democrático, em festa. E não só o reencontro com a liberdade. É a alegria, a esperança cantada. Esta música - que festejava a Revolução dos Cravos, em Portugal - foi proibida. Tem uma 1ª versão de 1975 e uma segunda em 1978. 

A letra da canção tinha um destinatário especial ("Sei que estás em festa, pá"), o português José Nuno Martins (que na altura era um dos melhores amigos de Chico Buarque. 

Quando o disco foi editado, em 1975, vivia-se em Portugal a euforia da Revolução de Abril. Como sempre solidário, Chico quis homenagear esse tempo de liberdade e compôs uma das suas melhores e mais emblemáticas canções. 

A canção foi incluída (e naturalmente cantada) no concerto que deu origem ao álbum "Chico Buarque & Maria Bethânia ao vivo", mas a censura brasileira da altura proibiu a sua divulgação e apenas foi autorizada a sua inclusão no album como tema instrumental. 


É claro que em Portugal a versão original cantada foi a que apareceu editada, tornando-se rapidamente um dos maiores êxitos da época. 

Fontes: RRB / Pressrelease





para além dos olhos...

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Liberdade sempre...








                                                                                                             fonte: blog "Humor Vítreo"
No âmbito da atividade
 "Um Mês...Um Escritor" e no
Mês dedicado a Sophia de Mello Breyner Andresen:

A "voz" de Sophia
 pelos alunos e professoras da Fonseca



terça-feira, 23 de abril de 2019