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domingo, 19 de maio de 2019

A Língua Portuguesa
 vai ser celebrada a 22 de maio
                          na UNESCO
 A principal sala da sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em Paris, vai ser o local da celebração do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP que aquela organização da ONU realiza a 22 de maio, entre as 16h30 e as 19h.
Segundo um comunicado divulgado pela Delegação Permanente de Portugal junto da UNESCO, a iniciativa terá a participação da comunidade educativa de língua portuguesa daquela área metropolitana e o programa incluirá apresentações escolares, mesa redonda com humoristas e momentos musicais.
“Estão ainda previstas intervenções institucionais pelos altos representantes presentes”, refere o comunicado.
O evento está aberto à participação das comunidades dos países CPLP e de todos os outros interessados, mediante inscrição prévia online em http://bit.ly/dialinguaptunesco no limite dos lugares disponíveis.
As celebrações do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura é promovida pelas delegações permanentes dos países da CPLP junto da UNESCO, em colaboração com as missões diplomáticas e consulados bilaterais dos países CPLP em Paris.
O dia 5 de maio foi instituído como o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em 2009 e, desde então, tem sido celebrado um pouco por todo o mundo.
“A sede da UNESCO é um local particularmente apropriado, que se reveste de um especial simbolismo, pela sua missão e valores fundacionais, para festejar a língua oficial de nove países e da região de Macau (China), distribuídos por cinco continentes, valorizando a sua universalidade e a diversidade das culturas no seu seio.
A língua portuguesa é a língua mais falada no hemisfério sul e a sexta língua mais falada no mundo”, sublinha o comunicado da Delegação Permanente de Portugal.
“A reunião deste grupo de Estados – englobando cerca de 265 milhões de pessoas – consolidou uma realidade já existente, resultante da tradicional cooperação Portugal-Brasil e dos novos laços de fraternidade e cooperação que, a partir de meados da década de 1970, se alargaram às novas nações de língua oficial portuguesa”, refere ainda o comunicado.
Em 2009, a CPLP instituiu o dia 5 de Maio como dia da Língua Portuguesa e da Cultura como forma de festejar a língua oficial de nove países e da região de Macau (China), valorizando a sua universalidade e a diversidade das culturas no seu seio. A CPLP é constituída por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
O português é igualmente língua oficial de múltiplas organizações internacionais, nomeadamente da Organização dos Estados Americanos, da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, da Associação Latino-Americana de Integração, da União de Nações Sul-Americanas, da UNESCO, da União Africana e da União Europeia.
A CPLP conta ainda com 18 países observadores associados – Geórgia, Grão-Ducado de Luxemburgo, Hungria, Japão, Principado de Andorra, Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte, Argentina, República Checa, Chile, Eslováquia, França, Ilha Maurícia, à Itália, Namíbia, Uruguai, Senegal, Sérvia e Turquia.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

quinta-feira, 9 de maio de 2019

segunda-feira, 6 de maio de 2019

D. Manuel II


06 de Maio de 1908: Sobe ao trono
 D. Manuel II, último rei de Portugal



D. Manuel II (Manuel Maria Filipe Carlos Amélio Luís Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Eugénio de Bragança Orleães Sabóia e Saxe-Coburgo-Gotha), segundo filho do rei D. Carlos e de D. Amélia de Orleães, nasceu em Lisboa, em 15 de novembro de 1889, e morreu em Twickenham, Inglaterra, em 2 de Julho de 1932. Trigésimo quarto e último rei de Portugal (1908-1910), ficou conhecido pelo cognome de "o Desventuroso". D. Manuel II foi aclamado rei a 6 de Maio de 1908. Casou em Setembro de 1913 com a sua prima D. Vitória Augusta de Hohenzollern-Sigmaringen, não tendo deixado descendência.Reunido o Conselho de Estado após o Regicídio que vitimou seu pai e seu irmão mais velho, a ele compareceu D. Manuel, constituindo-se um "ministério de acalmação", de concentração partidária, com exceção de João Franco e seus adeptos. Soltaram-se os presos políticos e revogaram-se alguns decretos da ditadura franquista. Mas a propaganda republicana recomeçou,  D. Manuel, porém, iniciou uma viagem pelo reino e, por onde passava, era sempre bem recebido.
No seu reinado teve de enfrentar duas graves questões: a questão Hinton e a do Crédito Predial. No primeiro caso, um grande industrial inglês, residente na Madeira, reclama uma indemnização do Estado Português em virtude de uma suposta revogação do monopólio do açúcar, a qual, em virtude da pressão diplomática da Inglaterra, viria a ser concedida. A questão do Crédito Predial deve-se a um desfalque naquela instituição por negligência de importantes figuras do regime. Em agosto de 1910, realizam-se eleições, em resultado das quais o Partido Republicano duplica o seu número de deputados no Parlamento. A 3 de outubro rebenta uma insurreição republicana em Lisboa que viria a triunfar no dia 5 de outubro. Em consequência, o último monarca português saiu do Palácio das Necessidades, foi para Mafra e daí para a Ericeira, onde embarcaria para o exílio em Inglaterra.

D. Manuel II. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.

 

wikipedia (Imagens)

Um Mês...Um Escritor


"A Selva" , Ferreira de Castro



Museu Ferreira de Castro

Um Mês.....Um Escritor...


O "Museu Ferreira de Castro"

Tendo o escritor Ferreira de Castro manifestado o desejo de que os seus restos mortais permanecessem em Sintra - como veio a suceder -, aceitou de bom grado a sugestão do "dois notáveis escritores, sintrense um, outro lisboeta, no sentido de que essa doação se fizesse. Trata-se de Francisco Costa, então diretor da Biblioteca Municipal, e Alexandre Cabral, que tinha na Camiliana de Sintra um apreciável acervo bibliográfico e documental para o desenvolvimento da sua investigação.
O primeiro mentor desta ideia terá sido, contudo, o então presidente da Câmara, António José Pereira Forjaz, que em carta de 10 de Abril de 1973, dirigida ao romancista, manifestava alvoroçadamente o seu júbilo, depois de verificada a conformidade da doação com as disposições legais.
O Museu abriu as sua portas em 6 de Junho de 1982. Encerrado para obras três anos mais tarde, reabriria em 22 de Julho de 1992, após remodelação dos conteúdos expositivos e de elaboração de um novo guia para o visitante.
O Museu Ferreira de Castro apresenta cronologicamente o percurso vivencial do escritor, agrupado em núcleos temáticos: 
·         "Infância" (1898-1911), refere-se à meninice do escritor, na "aldeia nativa" de Salgueiros, freguesia de Ossela, concelho de Oliveira de Azeméis, período de íntimo contacto com a verdejante natureza da região, que tanto iria marcá-lo. 
·         "No Brasil - Da selva amazónica a Belém do Pará" (1911-1919), relata a época em que Ferreira de Castro vive, ainda criança e sozinho, num seringal da Amazónia (até 1914) e a dramática e rocambolesca vivência em Belém. Dos muitos objetos de interesse expostos, destaque-se o manuscrito de Criminoso por Ambição, máscaras dos índios Parintintins (tribo já extinta), terra do seringal onde Castro trabalhou, e exemplares de Criminoso por Ambição e Alma Lusitana, ambos de 1916, os primeiros títulos que publicou. 
·         "O Regresso - Jornalismo e obra renegada" (1919-1927), mostra parte da atividade jornalística e exibe os livros que correspondem à primeira fase de Ferreira de Castro - de Mas... (1921) a O Voo nas Trevas (1927) --, por ele suprimidos das suas obras completas e que hoje são raridades bibliográficas. 
·         "Triunfo - De Emigrantes à direção de O Diabo" (1928-1935); "O Último Vagamundo" (viagens, 1929-1939); "O Mestre - De A Tempestade a Os Fragmentos" (1940-1974) contemplam o tempo em que Ferreira de Castro pontificou como autor proeminente do Portugal de então. É o período de A Selva, Terra Fria, A Lã e a Neve, A Curva da Estrada, A Missão...
O escritor português mais traduzido do seu tempo, na última sala expõem-se traduções das suas obras em diversas línguas.
No conjunto, o visitante tomará contacto com edições raras, manuscritos, objetos pessoais, ilustrações originais para os seus livros e outros espécimes relacionados com a vida e a escrita do romancista. O Museu apresenta também telas e desenhos originais de Arlindo Vicente, Bernardo Marques, Cândido Portinari, Elena Muriel, Jorge Barradas, José Rodrigues, Júlio Pomar, Roberto Nobre e Stuart Carvalhais, entre outros.