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quinta-feira, 23 de maio de 2019

Bula "Manifestis Probatum"


23 de Maio de 1179
O Papa Alexandre III 
    reconhece a soberania de D. Afonso Henriques, 
com a bula "Manifestis Probatum"
A Bula Manifestis probatum  é um dos mais importantes documentos pontifícios da História de Portugal. Foi enviada pelo Papa Alexandre III a D. Afonso Henriques, a 23 de maio de 1179, confirmando-lhe o título de rei e atribuindo esse título também aos seus sucessores. Por outro lado, concedia ao monarca português o domínio dos territórios conquistados e a conquistar aos Mouros, o que representava um importante estímulo à expansão territorial.
Alexandre III foi um dos papas mais cultos da Idade Média, professor de direito e de teologia, cujas teorias do poder papal aplicou depois de eleito Papa. Alexandre III exerceu uma influência incontestável na Europa do seu tempo.
A suserania papal era um facto em relação aos Estados da Europa e a autoridade da Santa Sé aumentou consideravelmente durante o pontificado de Alexandre III. D. Afonso Henriques tomando-se tributário da Santa Sé e prestando vassalagem ao Papa, obteve o apoio necessário e indispensável na época para garantir uma independência já adquirida de facto, mas ainda não confirmada expressamente pela única autoridade que podia conceder-lha.
De resto, o teor da bula claramente indica que o privilégio concedido se devia aos inumeráveis serviços prestados à Santa Igreja pela propagação da fé cristã, que assinalaria D. Afonso Henriques aos vindouros como um nome digno de memória e um exemplo merecedor de imitação, e porque a Providência divina escolhera-o para governo e salvação do povo.
Deste modo, o Papa, atendendo às qualidades de prudência, justiça e idoneidade de governo, toma D. Afonso Henriques «sob a proteção de São Pedro e a nossa», concede e confirma por autoridade apostólica ao seu domínio, o Reino de Portugal com todas as honras inerentes à realeza, bem como as terras que arrancara das mãos dos sarracenos e nas quais não podiam reivindicar direitos os vizinhos príncipes cristãos. O privilégio estende-se a todos os seus descendentes, prometendo o Papa defender esta concessão com todo o seu poder supremo.

Papa Alexandre III

D. Afonso Henriques

Fontes: O Portal da História
Bula "Manifestis Probatum". In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)

O escritor Ricardo António Alves esteve na nossa Biblioteca Escolar




3ª COMUNIDADE DE LEITORES

"AS VOLTAS DOS LIVROS"

A Leitura no Centro da Escola

Alunos do ensino presencial e do EaD
"visitaram" A Selva 
de Ferreira de Castro






Hoje, dia 23 de maio de 2019, na nossa comunidade de leitores "As Voltas dos Livros",  o  Drº  Ricardo António Alves, Diretor do Museu Ferreira de Castro,  ministrou a palestra sobre a vida e a obra do escritor Ferreira de Castro.

Os alunos do 10ºPI e PQ leram coletivamente, em voz alta,  um excerto da sua obra mais emblemática  A Selva , incentivando a sua leitura integral.




A Selva de Ferreira de Castro é um dos romances portugueses mais traduzidos no mundo e uma das obras mais referidas da nossa literatura do século XX.


"A Selva é o livro excepcional, que se escreve uma só vez na existência de um romancista: a narrativa matricial, cântico, elegia, tragédia, diário de suplícios e deslumbramentos."

Urbano Tavares Rodrigues

"Eu devia este livro a essa majestade verde, soberba e enigmática, que é a selva amazónica, pelo muito que nela sofri durante os primeiros anos da minha adolescência e pela coragem que me deu para o resto da vida. E devia-o, sobretudo, aos anónimos desbravadores, que viriam a ser os meus companheiros, meus irmãos, gente humilde que me antecedeu ou acompanhou na brenha, gente sem crónica definitiva, que à extracção da borracha entregava a sua fome, a sua liberdade e a sua existência. Devia-lhes este livro, que constitui um pequeno capítulo da obra que há-de registar a tremenda caminhada dos deserdados através dos séculos, em busca de pão e de justiça.
A luta de cearenses e de maranhenses nas florestas da Amazónia é uma epopeia de que não ajuíza quem, no resto do Mundo, se deixa conduzir, veloz e comodamente, num automóvel com rodas de borracha - da borracha que esses homens, humildemente heróicos, tiram à selva misteriosa e implacável."

Ferreira de Castro, Pórtico, in A Selva


Algumas obras de Ferreira de Castro:


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Ricardo António Alves (Lisboa, 1964)



Licenciado em História, trabalha no Museu Ferreira de Castro. Publicou 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992), Eça e os Vencidos da Vida em Cascais (1998), Anarquismo e Neo-Realismo Ferreira de Castro nas Encruzilhadas do Século (2002),Viajar com Ferreira de Castro (2004), Fernando Lopes-Graça e a presença (em colaboração, 2013), entre outros. Co-antologiador de Poezz – Jazz na Poesia em Língua Portuguesa (2004). Dirige a revista Castriana Estudos sobre Ferreira de Castro e a Sua Geração. 




Link: Entrevista realizada por Raquel Santos a Ricardo António Alves, Diretor do Museu Ferreira de Castro, em Sintra.









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Recursos educativos para a preparação da Comunidade de Leitores "As Voltas do Livros"











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