quarta-feira, 23 de março de 2022

A escritora Maria Judite de Carvalho, a Mulher na Literatura, a leitura e a escrita ocuparam um lugar cimeiro nas nossas últimas comunidades de leitores "As Voltas dos Livros"






Na semana passada, durante as duas comunidades de leitores, "As Voltas dos Livros", realizadas no âmbito do Projeto "Humaniza+ação", alunos e professores ouviram palavras extraordinárias sobre as sérias dificuldades que a Mulher teve de enfrentar, ao longo dos tempos, sempre que procurava conquistar a sua "liberdade", em sociedades fortemente marcadas por padrões masculinos.

Assim, na primeira palestra, "A Mulher e a Literatura", Dália Dias provocou uma reflexão aturada, através de uma retrospetiva dedicada ao talento literário feminino, sobre as injustiças atrozes, infligidas à Mulher, sempre que procurava libertar-se da sombra intelectual e social a que sociedade e, tantas vezes, a família que, supostamente, as amava, as sujeitava.


Na segunda palestra, "Centenário do Nascimento de Maria Judite de Carvalho", Inês Fraga destacou a atualidade dos questões abordados nas obras da sua avó, uma das vozes femininas mais relevantes da literatura nacional do século XX.


A sua abordagem emotiva às temáticas dominantes na obra da sua avó, "a consciência em movimento", centradas: na solidão, predominantemente, feminina, no isolamento urbano, na submissão da mulher aos espaços mais recônditos do "lar", nos idosos e, afinal, em todos os mais atingidos pela marginalidade, provocaram uma exaltação crescente entre todos os presentes.


Na parte final da sessão, para além das questões pertinentes, os poderes salvíficos da escrita e da leitura, enquanto ferramentas poderosas de transformação do mundo, foram bem sublinhadas pela palestrante.


A "Humaniza+ação" deixa quer um grande agradecimento, às duas oradoras, pelas suas brilhantes intervenções, quer um novo convite, para que regressem e, mais uma vez, ajudem a humanizar o mundo, através dos inesgotáveis benefícios que a literatura proporciona.


                 Maria João Martins

            (Professora Bibliotecária)

terça-feira, 22 de março de 2022

 

                        


Há muitas formas de olhar para os nossos "oceanos”.
Como sabem "olhar", não significa "ver", sobretudo, quando a visão acarreta uma “preocupação” profunda pelas feridas indeléveis que o nosso planeta apresenta.
De facto, no dia 17 de fevereiro de 2022, perante a perplexidade de muitos, a Dra. Carla Lourenço apelou, vivamente, à consciencialização ambiental, pois as alterações climáticas, na biodiversidade marinha, alteram o bom funcionamento dos ecossistemas, causando um grave impacto na vida humana.
É, assim, urgente passar à ação (Humaniza+ação), através de várias iniciativas, que iremos lançar (em articulação com todas as escolas da rede e outras entidades), para que os nossos jovens aprendam a proteger a biodiversidade e assegurem a sustentabilidade do nosso planeta.
Como nunca é tarde para criar futuro, aguardamos, vivamente, a participação de todas as comunidades educativas na resolução de um dos maiores problemas do nosso século.
Um sentido obrigada, Drª Carla Lourenço, pela forma como abanou as consciências, através das suas palavras sábias.
Salvemos os mares, salvemos a vida!
Bem-haja!


Maria João Martins

Professora Bibliotecária