quarta-feira, 27 de maio de 2026

O Canto da Liberdade - 22 de Abril

No dia 22 de abril de 2026, realizou-se o evento artístico - "O Canto da Liberdade" - aberto à comunidade educativa, com a inauguração da "Rádio Benevides" da autoria do professor Nuno Reis, para além da participação dos grupos: Cant'ALTO e Alcante - Cante Alentejano - Património Imaterial da Humanidade, no âmbito das comemorações do 25 de abril de 2026 - "E Depois do Adeus".

Programa:


Grupo ALcante (Cante alentejano)

Grupo Cant'ALTO


Inauguração da Rádio Benevides



Jogo do Monopólio do 25 de Abril



Leitura coletiva do poema "As Portas que Abril Abriu" de Ary dos Santos.

Cura Poética - 13 de abril


"A esperança poética resiste"





Recomeça...

Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...

Miguel Torga, in Diários Vols. XIII a XVI



Miguel Torga - Biografia e bibliografia

É em São Martinho de Anta, no distrito de Vila Real, que nasce, a 12 de Agosto de 1907, Adolfo Correia Rocha. Esta pequena vila transmontana, a que regressa sempre que a necessidade de retemperar forças se faz sentir, permanecerá o seu axis mundi:

«S. Martinho de Anta não é um lugar onde, mas um lugar de onde…»;«(…) é a terra onde nasci e de onde verdadeiramente nunca saí».

Os pais, camponeses pobres, marcaram-no decisivamente, sendo muitas as referências que lhes faz n’A Criação do Mundo e no Diário. No pai, Francisco Correia Rocha, admira a tenacidade, a grandeza de caráter, o sentido de justiça e aquele amor à terra que é sua marca distintiva.
Com a mãe, Maria da Conceição Barros, mantém uma relação de afeto e cumplicidade. Dos dois irmãos que teve, José emigrou para o Brasil, onde ficou; já Maria converteu-se numa espécie de matriarca, assumindo, na aldeia natal, a liderança da casa de lavoura, depois da morte dos pais. Com ela manteve o poeta uma relação de estreita cumplicidade:

«Gostávamos um do outro como dois cúmplices de um mistério sagrado, feito de raízes e vínculos.  Tudo nela era,  como em mim, ligação à terra, às tradições, às origens.»

Depois de fazer a instrução primária na escola de S. Martinho de Anta, Adolfo Rocha vai para o Porto, durante um ano, como criado de servir, tendo, depois, o mesmo destino de todas as crianças menos abonadas da região — o Seminário de Lamego. Aí ingressa, em 1918, ficando apenas um ano. Resulta dessa estada um profundo conhecimento dos textos bíblicos que os títulos das suas obras A Criação do Mundo ou O Outro Livro de Job, entre outros, denunciam. A falta de vocação sacerdotal era manifesta. É assim que, aos 13 anos, em 1920, parte para o Brasil, onde trabalha durante cinco anos na fazenda do tio, no estado de Minas Gerais. Este, que ganhou a vida com grande tenacidade e não menor abnegação, também não o poupa a sacrifícios e, desde capinar café até laçar cobras venenosas ou fazer a escrita da fazenda, tudo decorre a seu cargo.

Esta estada no Brasil proporciona-lhe experiências de vida merecedoras de sistemáticas alusões ao longo da obra. Aí frequenta, em 1924, o Ginásio Leopoldinense e, em 1925, regressa a Portugal, onde vai continuar os estudos, pagos pelo tio como recompensa dos cinco anos de trabalho na Fazenda de Santa Cruz. Conclui o curso dos liceus em três anos e matricula-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, que frequenta entre 1928 e 1933, habitando uma república de estudantes — a  Estrela do Norte.

Em 1928 publica a sua primeira obra em verso, Ansiedade, que acaba por retirar do mercado e, entre 1929 e 1930, é chamado a colaborar na revista Presença. A passagem por esta revista, ainda que breve, foi determinante na sua formação literária, propiciando‑lhe o contacto com a obra de escritores estrangeiros e despertando-lhe o fascínio pela sétima arte, se bem que a sua independência e o seu antiacademismo o fizessem rapidamente dela dissidir.

Lança-se, então, com Branquinho da Fonseca, na aventura efémera da revista Sinal, e recomeça a sua publicação individual: Rampa, em 1930, e em edições de autor: Pão Ázimo, Tributo e Abismo. Terminado o curso de Medicina, Adolfo Rocha regressa a S. Martinho e exerce, depois, como clínico geral, em Vila Nova de Miranda do Corvo. Em 1934 publica, já com o pseudónimo Miguel Torga, A Terceira Voz. Miguel, como Cervantes e Unamuno, duas referências da cultura ibérica; Torga, como a urze resistente da sua terra transmontana.

O Outro Livro de Job vê a luz em 1936, ano em que, juntamente com Albano Nogueira, funda a revista Manifesto, onde colaboram, entre outros, Vitorino Nemésio, António Madeira, Joaquim Namorado e Fernando Lopes Graça. A publicação termina por problemas com a Censura. Entretanto, em 1937, saem O Primeiro Dia e O Segundo Dia d’A Criação do Mundo e no ano seguinte O Terceiro Dia.

A Criação do Mundo será a ficcionalização do cosmos do seu criador «plasmado em prosa», e enquadrado pela cronologia dos factos políticos, históricos e sociais do Portugal do século passado que o próprio Torga assim legitima:

«Todos nós criamos um mundo à nossa maneira. […] Criamo-lo na consciência, dando a cada acidente, facto ou comportamento a significação intelectual ou afetiva que a nossa mente ou a nossa sensibilidade consentem. E o certo é que  há tantos mundos como criaturas.  O meu tinha de ser como é, uma torrente de emoções, volições, paixões e intelecções a correr desde a infância à velhice no chão duro de uma realidade proteica.»

Torga, termina, em Coimbra, a especialidade em otorrinolaringologia e começa as suas viagens — por enquanto só pela Europa —, que nunca mais deixaria de fazer, como se estas fossem mais do que um complemento na sua formação de homem e poeta observador da realidade.

Corre o ano de 1939, e fixa residência em Leiria, onde exerce a sua profissão. Não perde, todavia, o contacto com Coimbra, onde se desloca todos os fins de semana. Colabora na Revista de Portugal, dirigida pelo seu amigo Vitorino Nemésio. É em casa deste que conhece a belga Andrée Crabbé, uma ex-aluna do poeta açoriano que se encontrava a frequentar o curso de férias na Universidade de Coimbra. Mais tarde, sua mulher.

Estamos no tempo da Guerra Civil de Espanha e o poeta vive-o amargamente; nela se jogavam ideais geracionais por ele também acalentados; por isso são recorrentes as referências a este triste episódio da humanidade em várias das suas publicações, nomeadamente nos Novos Contos da Montanha e nos Poemas Ibéricos… É também por esta altura que publica O Quarto Dia d’A Criação do Mundo, onde verte amargas reflexões sobre essa guerra fratricida. O livro é apreendido e Miguel Torga preso no Aljube.

A sua detenção é acompanhada pela solidariedade dos seus amigos leirienses. Aí compõe «Ariane», o seu poema mais belo de intervenção e resistência. Posto em liberdade nesse mesmo ano, 1940, casa com Andrée Crabbé.

«Vou tentar ser um marido cumpridor. Mas quero que saibas, enquanto é tempo, que em todas as circunstâncias te troco por um verso.»

Nesse ano ainda publica os contos Bichos e fixa residência em Coimbra, onde vão ser frequentes as tertúlias com intelectuais como Eugénio de Andrade, Ruben A. e Ribeiro Couto. As suas impressões desta cidade, com a qual sempre foi exigente, encontram-se também plasmadas ao longo de toda a obra e, particularmente, no volume Portugal, de 1950.

«Favoravelmente colocada entre Lisboa e o Porto, a primeira, marítima, a segunda, telúrica, uma a puxar para fora e outra a puxar para dentro, ela representa uma neutralidade vigilante, fazendo a osmose do espírito que parte com o corpo que fica. Do espírito que vai, ou deve ir, a todas as aventuras do mundo, e do corpo que tem raízes imutáveis no chão nativo.»

Aberto consultório no Largo da Portagem, n.º 45, aí exerce a sua profissão, escreve e recebe amigos e intelectuais durante mais de cinquenta anos. Frio e austero, o seu local de trabalho possui uma janela com vista sobre a cidade e o Mondego, numa comunhão com o mundo. A ele se dirige, quotidianamente, utilizando os transportes coletivos, não sem antes aproveitar para entrar nas principais livrarias da Baixa. Não contrariando os hábitos geracionais, detém-se pelos cafés em tertúlias com amigos — primeiro na Central e, posteriormente, no Arcádia.

Um dos anos mais férteis da sua produção literária é 1941. Publica Diário I, Terra Firme, Mar e a coletânea de contos Montanha. Desta última, apreendida pela Censura, é feita uma edição em 1955 no Rio de Janeiro com o nome Contos da Montanha, que cautamente circula em Portugal. Neste mesmo ano profere, no Segundo Congresso Transmontano, a conferência «Um Reino Maravilhoso». Um reino que:

«(…) oficialmente vai de Vila Real a Chaves, de Chaves a Bragança, de Bragança a Miranda, de Miranda a Régua. Um mundo! Um nunca acabar de terra grossa, fragosa, bravia, que tanto se levanta a pino num ímpeto de subir ao céu, como se afunda nuns abismos de angústia, não se sabe por que telúrica contrição. Terra-Quente e Terra-Fria. Léguas e léguas de chão raivoso, contorcido, queimado por um sol de fogo ou por um frio de neve. Serras sobrepostas a serras. Montanhas paralelas a montanhas. Nos intervalos, apertados entre os rios de água cristalina, cantantes, a matar a sede de tanta angústia. E de quando em quando, oásis da inquietação que fez tais rugas geológicas, um vale imenso, dum húmus puro, onde a vista descansa da agressão das penedias. Mas novamente o granito protesta. Novamente nos acorda para a força medular de tudo. E são outra vez serras, até perder de vista.»

Miguel Torga continua a publicar, sempre em edições de autor, de aspeto austero e frio, por razões económicas mais dos leitores do que propriamente suas. Em 1946 vê a sua mulher, Andrée Crabbé, por ordem de Oliveira Salazar, ser demitida de professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Envolve-se depois no projeto do lançamento da revista Rebate, abortado pela Censura. Publica por esses anos Vindima, Novos Contos da Montanha e Cântico do Homem que, juntamente com Orfeu Rebelde (de 58), detém os poemas de maior intervenção e resistência.

A paixão pela caça e pelas viagens, muito especialmente em Portugal, de que o livro homónimo dá conta, as idas anuais às termas do Gerês, as peregrinações cíclicas a S. Martinho de Anta são gostos simples deste homem que vive a vida com igual simplicidade. Todavia, não descura as viagens além-fronteiras e, em 1950, faz um périplo de automóvel pela Itália e, em 1953, um cruzeiro pela Grécia e Turquia com Fernando Vale, o médico de Arganil e o amigo de todas as horas. As suas obras começam, então, a ser traduzidas em inglês e as publicações sucedem-se: Pedras Lavradas, Alguns Poemas Ibéricos e mais volumes do Diário.

Em 1954, revisita com a mulher o Brasil, nomeadamente os locais onde passou a sua adolescência. Recusa o prémio comemorativo da morte de Garrett, do Ateneu Comercial do Porto, oferecendo o dinheiro a esta instituição para que invista na publicação de obras de jovens poetas.

Nasce, no ano seguinte, a sua única filha — Clara — e  Torga publica o ensaio Traço de União. Vê o Diário VIII ser apreendido pela Censura e o seu nome proposto e apoiado com entusiasmo para  o Prémio Nobel da Literatura que nunca chegaria a receber.

Na década de 1960, publicará, entre outros, Câmara Ardente e mais volumes do seu Diário. Note-se que o Diário de Miguel Torga está longe de ser uma feira literária com um palco de exibições eufóricas ou disfóricas. Num total de 16 volumes, publicados ininterruptamente entre 1941 e 1993, constituem o retrato do homem, do escritor e também do seu tempo. Foi logo no 3.º volume que Torga define a sua obra:

«Um diário não é necessariamente um perpétuo mea culpa. Pode ser um simples memento, um exercício espiritual, um caderno de apontamentos, tudo o que se queira. […] Pela minha parte, não sou delator, nem meu, nem dos outros. […] Da minha pena de artista quero que saia apenas aquela intimidade que me parece ser suficiente para matar a justa curiosidade do leitor devotado, e me deixe ao abrigo de todas as bisbilhotices doentias.»

Sempre vigiado pela PIDE, Miguel Torga visita Angola e Moçambique em 1973. Começa, com a revolução de 25 de Abril de 1974, a participar, não sem um certo ceticismo, em manifestações e comícios ligados ao Partido Socialista, onde discursa, ainda que assumindo-se sempre como independente — a mesma independência que pauta a sua criação literária.

Passados que são 35 anos da publicação de O Quarto Dia d’A Criação do Mundo, surge O Quinto Dia, que privilegia a sua experiência na prisão. Enfim, parece que Torga é final e abertamente reconhecido, também pelos prémios que lhe são atribuídos. E são muitos. Tantos que deles não podemos dar conta aqui. Entre eles, o maior galardão em Língua Portuguesa: o Prémio Camões, em 1989. A sua obra conhece também várias adaptações para cinema, teatro e televisão. Promovem-se congressos internacionais em sua homenagem.

Paralelamente,  Miguel Torga continua sempre a escrever e a publicar: Fogo Preso, O Sexto Dia e mais Diários. E continua também a viajar: ao Gerês e a S. Martinho de Anta, ao México, aos Açores e a Macau, onde profere a celebre conferência «Camões».

Familiarizado mas não conformado com a doença que há vários anos o consome, Miguel Torga morre em Coimbra a 17 de janeiro de 1995, sendo sepultado no cemitério de S. Martinho de Anta:

«(…) terra onde têm  raízes, os versos.»

A obra de Miguel Torga,  traduzida em várias línguas, configura, antes de mais, uma coerência inabalável. Através de um estilo desafetado e despojado, ela assume-se como um macro discurso:

«(…) defensor incansável do amor, da verdade e da liberdade, a tríade bendita que justifica a passagem de qualquer homem por este mundo.»

Assim a justificou e, ciente de que… «Nem tudo é lei da vida ou lei da morte» Miguel Torga inscreveu o seu nome, por diversas vezes proposto ao Nobel da Literatura, de forma independente, mas cheia de humanidade, junto dos maiores das letras portuguesas, erigindo-se, por direito próprio, como uma referência moral e cultural.

«É bom isto de ser médico e poeta», diria.

Como homem, como médico, como escritor, Miguel Torga conservou uma fidelidade intransigente aos preceitos norteadores da sua conduta de vida:

«Ser idêntico em todos os momentos e situações. Recusar-me a ver o mundo pelos olhos dos outros e nunca pactuar com um lugar-comum.»

Esta biografia teve por base o livro O Essencial sobre Miguel Torga, de autoria de Isabel Vaz Ponce de Leão.

Fonte: site da Imprensa Nacional

Cura Poética" - 24 de março - Partilha da professora Célia Resende

 A poesia faz-nos sentir, para além do tempo...


CURA POÉTICA - 24 de março

 A poesia é SALVÍFICA.  Fomentemos a PAZ!




"Flores do Jacarandá" de Matilde Rosa Araújo

 Sabem que a escritora Matilde Rosa Araújo foi professora da nossa escola?!



No 111.º aniversário da ESFB, antecipamos o Dia Mundial da Poesia com a oferta de um aroma especial - " As Flores do Jacarandá" - (poema sugerido pela nossa colegas Isabel d'Orey) de Matilde Rosa Araújo.


Neste dia 20 de março, encantados pelo seu perfume, então, permitam que os seus versos "floridos" percorram todos os corredores, entrem em todas as salas, ultrapassem todas as fronteiras e aguardem que o seu silêncio (en)cante.


Difundam a poesia "para além dos olhos..."



                                                                         
As Flores do Jacarandá
 
O jacarandá florido
Brando cantar trazia
Branda a viola da noite
Branda a flauta do dia

O Jacarandá florido
Brando cantar trazia
O vinho doce da noite
A água clara do dia

Quem o olhava bebia
Quem o olhava escutava
O jacarandá florido
Que o silêncio cantava
 
Matilde Rosa Araújo in As Fadas Verdes

A poesia mora aqui - Dia Internacional da Poesia

 

A BE celebrou a Poesia - este género maior da literatura - de uma forma memorável, porque acredita na transformação positiva do mundo, através da pujança e da beleza das palavras.
Durante o mês da Festa da Poesia, para além da "Cura da Poética" e dos famosos "Chás das Letras" , a BE promoveu a relevância que o texto poético representa nas artes, divulgando a palavra e a voz dos poetas (?) que moram mesmo ao nosso lado.
Assim, ao reconhecermos que a Educação não se esgota na mera tarefa de ensinar, para celebrar o Dia Internacional da Poesia, no dia 26 de março de 2026,  5.ª feira, das 10:30 às 11:45,  com transmissão em linha, a partir da nossa BE, realizou-se uma festa fabulosa - A Poesia mora aqui - (cujo programa detalhado segue abaixo), organizada pela nossa colega Paula Monteiro.
Contando com a presença de toda a comunidade educativa, pretendeu-se que esta memória preciosa representasse enriquecimento coletivo, firmando mais uma etapa de coesão e de cultura de escola,  muito para além dos olhos…





Chá das Letras - Rimbaud



O "Chá das Letras" ofereceu um destaque especial à poesia francesa, no dia 12 de março, com a leitura das palavras da alma inquieta e libertina de um grande poeta, Rimbaud, que influenciou a literatura, a música e a arte modernas.

Quando o mundo estiver reduzido a um só bosque negro para os nossos quatro olhos espantados – a uma praia para duas crianças fiéis – a uma casa musical para a nossa clara simpatia – encontrar-vos-ei (...)


                                       Jean-Arthur Rimbaud, in Iluminações /Uma cerveja no inferno

As delícias francesas e o apontamento musical emolduraram este momento maravilhoso. 


terça-feira, 26 de maio de 2026

DIA INTERNACIONAL DA MULHER - um dia, este assunto deixará de ser notícia!


No Dia Internacional da Mulher, homenageamos, com enorme orgulho, todas(os) aquelas(es) que lutaram, desmedidamente, pela paridade de direitos de género. Porém, como as transformações não ocorrem de um dia para o outro, não devemos esquecer que, em pleno século XXI, ainda há muito por fazer.


Vamos, então, "humanizar" mais, em prol da felicidade do mundo.


Mulheres e Homens, estamos juntos, pois a "Humaniza+ação" não tem retorno...!  


Recursos:

1 - Cinco Décadas de Democracia - O que conquistaram as mulheres?|

As mulheres não podiam votar em pé de igualdade. Não podiam sair do país sem autorização do marido. Não podiam ser magistradas nem diplomatas. Nem tão pouco enfermeiras se fossem casadas. Se a ditadura era limitativa para todos, para as mulheres, em particular, era um regime que as reduzia à condição de mães e donas de casa.


O 25 de abril de 74 trouxe promessas de igualdade de género. As mulheres passaram a ser livres para fazer as suas escolhas e desafiaram as regras. Tornaram-se governantes, juízas, começaram a conduzir camiões e a trabalhar nas obras. Passaram a estar em maioria na universidade e a contar com direitos sexuais e reprodutivos que lhes deram o poder de decidir as suas vidas.


Mas a paridade ainda é uma realidade distante. As mulheres continuam a ganhar menos do que os homens pelo mesmo trabalho, estão menos representadas no Parlamento e na administração de grandes empresas e também em profissões ligadas à ciência e à tecnologia. Trabalham mais horas, principalmente nas tarefas domésticas e de prestação de cuidados à família.


Através do testemunho de mulheres (e também de alguns homens) que lutaram pela promoção da igualdade de género, este documentário acompanha as maiores conquistas feitas no feminino ao longo das últimas cinco décadas, enquanto apresenta os desafios e as maiores urgências para alcançar a desejada igualdade.


Das licenças de parentalidade ao diferencial remuneratório, das quotas de género à violência doméstica, os temas que mais importam ao empoderamento das mulheres são abordados por artistas, ativistas, empresárias e governantes, figuras destacadas nas conquistas em prol de um maior equilíbrio de género.

Visionamento do vídeo: O que conquistaram as mulheres? 

Link:https://www.rtp.pt/play/p13197/e760293/e-depois-da-revolucao

Duração: 16min

08 abr. 2024 

Fonte: Fundação Francisco Manuel dos Santos


  2- Desigualdades entre os homens e as mulheres antes do 25 de Abril

Recordemos as conquistas das mulheres e a luta contra o preconceito, seja racial, sexual, político, cultural, linguístico ou económico.


 Ser homem ou mulher antes do 25 de Abril significava ter direitos e obrigações bem diferentes. Igualdade entre os sexos era algo impensável antes da Revolução. As diferenças começavam nos salários e chegavam até às autorizações para casar.



Visionamento do vídeo: Desigualdades entre os homens e as mulheres antes do 25 de Abril

por Filipe Pinto, David Araújo e Sérgio Tomás


Duração: 10m.25

29 abril, 2014

Fonte: RTP Notícias



Link:  https://www.rtp.pt/noticias/depois-de-abril/desigualdades-entre-os-homens-e-as-mulheres-antes-do-25-de-abril_v733794




Para além dos olhos...



No mês maravilhoso da poesia, homenageamos a genialidade de quem partiu hoje - António Lobo Antunes- na nossa "Cura Poética".

 António Lobo Antunes - WOOK      

António Lobo Antunes - WOOK

                         António Lobo Antunes

01-09-1942 
05-03-2026



Caríssimos colegas,

Viva a poesia!

Inauguramos o mês da poesia, com um poema que trata todas as maleitas, incluindo qualquer estado de irritabilidade, zanga ou desânimo, escrito pelo grande escritor António Lobo Antunes.

Com a leitura da nossa prescrição, soltemos, pois, a gargalhada, através da leitura do poema "Aos Homens Constipados" de António Lobo Antunes.

Com saudações poéticas,


Pedro Lamares diz "Aos Homens Constipados" de António Lobo Antunes 




Entrevista
Fonte: Youtube



A cultura assusta muito. É uma coisa apavorante para os ditadores. Um povo que lê nunca será um povo de escravos.
                                                                                                         António Lobo Antunes
 Diário de Notícias (2003)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

CONCURSO - "CURA POÉTICA" - participem a partir do dia 9 de fevereiro até ao final de maio de 2026.

 


CONCURSO  
 "CURA POÉTICA"
Vamos consertar o a red heart on a white background with a shadow do mundo! 

A poesia cura todas as maleitas do mundo.






O texto poético desperta a sensibilidade e gera novas emoções.

 Leiam poemas, conheçam os nossos poetas, escrevam os vossos textos líricos e humanizem o mundo...


Objetivos: 
  • Ler, expressivamente, em voz alta, os textos escolhidos;
  • Aprender a escutar, a ler, a compreender, a interpretar, a declamar e a produzir poemas;
  • Conhecer escritores lusófonos (previstos pelas metas curriculares);
  • Reconhecer e fazer uso de recursos estilísticos da linguagem poética.


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                                                                           para além dos olhos...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Vamos consertar o coração do mundo?!


BIBLIOTECA ESCOLAR

PROJETO ÉS

CLUBE UBUNTU


Há sempre um bom remédio para tratar o coração! 


Coração Partido - 12 GIfs Animados mostrando Corações sendo Partidos -  GIFMAN


Conserto de corações no maior Concerto de AMOR

 

 

ATELIER DO CUIDADO

As suas belas palavras de afeto apaziguam, curam e consertam os corações desiludidos, feridos e partidos da humanidade.

De 9 a 13 de fevereiro, do varandim da nossa BE,  os corações magoados cairão nas mãos de quem os vai cuidar - os nossos alunos. 
Eles são portadores do remédio que conserta o coração do mundo - as suas mensagens de amor universal.
Aqui na BE, as mensagens serão depositadas no saco do amor.


Depois, duas das mensagens serão sorteadas com direito a prémio.


O vosso conserto de corações compõe o maior concerto de amor


para além dos olhos...



sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Palestra "Já Humanizaste a tua Saúde, hoje?" com a presença dos oradores: Adilson Marques e Tiago Gonçalves

 

Na próxima semana, no dia 5 de fevereiro de 2026, das 10h45 às 11h45, realizar-se-á a palestra "Já Humanizaste a tua Saúde, hoje?", com a presença dos oradores: Adilson Marques e Tiago Gonçalves, no âmbito da "Humaniza+ação - Escolas Felizes - Criadores de Futuro".






Este evento,  que será incluído na Humanização do nosso PAA, em articulação com o projeto ÉS,  tem como objetivo reconhecer que, "no âmbito da Humanização, encontramos na saúde um pilar do ser humano e da sociedade mundial, suportado pela prática de atividade física diária. Saúde não é apenas a ausência de doença significa um bem-estar físico, mental e social. Nesta palestra, suportada por recomendações da Organização Mundial de Saúde, o orador procurará potenciar a prática de atividade física e enaltecer os benefícios da mesma.”

BE conta com a vossa colaboração na divulgação efetiva deste evento que contribuirá, claramente,  para melhorar o mundo.


Bios dos oradores:

Adilson Marques é professor catedrático na Universidade de Lisboa, na Faculdade de Motricidade Humana. É licenciado e mestre em educação física, mestre em saúde pública e doutorado em educação, com especialização em educação física e promoção da saúde em contexto escolar. Possui ainda um doutoramento em ciências do desporto e outro doutoramento em ciências da saúde. É um investigador prolífico, integrando o grupo dos 2% de cientistas a nível mundial com maior volume de publicações nos últimos anos. Os seus principais interesses de investigação centram-se na promoção da saúde e, mais recentemente, no estudo da relação entre a atividade física e os transtornos mentais, com particular enfoque na depressão. Participa como investigador em diversos projetos de investigação e colabora regularmente como revisor científico para várias revistas na área das ciências do desporto e da promoção da saúde. Durante seis anos integrou a direção da Sociedade Portuguesa de Educação Física e exerceu funções como subdiretor do Programa Nacional de Promoção da Atividade Física do Ministério da Saúde.


Tiago Gonçalves é professor de Educação Física nos ensinos básico e secundário. Licenciou-se em Ciências do Desporto, na Faculdade de Motricidade Humana, e é mestre em Ensino da Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário, graduação adquirida na mesma instituição. É treinador de futebol, sendo detentor do curso UEFA B. Leciona desde 2016 e é treinador desde 2013.






CONCURSO DAS MÁSCARAS TRIBAIS

 

Viaja pelo mundo, desafia a tua imaginação e cria a tua própria máscara tribal

O limite é a tua imaginação...


   


O limite é a tua imaginação...


Link: Presentation 2.pptx

Mentora e autora da atividade: Professora Azira Can









A prescrição poética (esperança) - "O Futuro" - "Cura Poética" - Leiam, aos vossos alunos, o poema "O Futuro" de Ary dos Santos



         Vídeo:    https://youtu.be/BP20wxrU5uQ
                                                                                    Fonte: Youtube

                                                                                    Bio - https://www.rtp.pt/programa/tv/p13430
                                                                                    Fonte: RTP Memória


                                             Convosco, para além dos olhos...