sexta-feira, 24 de abril de 2015

Aproveite de 23 a 30 de abril...

23 a 30 de abril 2015

CONFERÊNCIA
Segunda, 27 de abril | 18h30
Grande Auditório | Entrada livre, sujeita à disponibilidade de lugares


O Capital no século XXI
Thomas Piketty


Considerado um dos grandes especialistas em desigualdade, o economista francês Thomas Piketty vai falar sobre a obra que o consagrou internacionalmente: O Capital no século XXI. Neste livro, o seu autor percorre mais de três séculos para analisar dados de 20 países, discernindo padrões socioeconómicos fundamentais. "O mais importante livro de economia do ano – e talvez desta década", escreveu o influente economista norte-americano Paul Krugman.

MÚSICA
Terça, 28 de abril | 21h00
Grande Auditório |
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Anouar Brahem Quartet
Souvenance


Há duas décadas que o tunisino Anouar Brahem dá a conhecer ao mundo os sons do oud. A sua linguagem está ancorada nas tradições musicais árabes e islâmicas, mas a construção por si desenvolvida ultrapassa quaisquer fronteiras. Neste concerto Anouar Brahem atua com o seu quarteto e com músicos da Orquestra Gulbenkian.

CINEMA
24 e 26 de abril
Grande Auditório |
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Cinema no Grande Auditório
P'ra Rir! (Outra Vez)


Últimos dias do ciclo de cinema no Grande Auditório. No dia 24, o clássico de Fellini, Amarcord. O domingo, 26, é dedicado à sétima arte em Portugal, com filmes da era dourada do cinema português A Canção de Lisboa e O Pátio das Cantigas. A fechar a programação de P'ra Rir! (Outra Vez), Recordações da Casa Amarela, de João César Monteiro.

VISITA DESENHADA
Domingo, 26 de abril | 12h00
CAM |
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Cadernos de registo
O tempo de um traço e outras formas de desenhar a memória


Visita para explorar o potencial da prática do registo e do desenho como experiência para conhecer as obras de um museu. Propõem-se exercícios ao alcance de todos: os que têm prática e os que não têm prática de desenho, os que tudo rabiscam e os que delineiam com calma, os que carregam os seus cadernos gráficos para todos os lados e os que nunca tiveram nenhum mas gostavam de experimentar. Para começar, basta um caderno um riscador, olhos atentos e vontade de rabiscar.
Museus e Exposições fechados no dia 1 de maio

quinta-feira, 23 de abril de 2015

na sequência do visionamento do filme "lápis azul", alusivo à censura...


Poema sobre a recusa  


Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.
Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda


                                                                                                                         Maria Teresa Horta

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Visite a exposição alusiva ao "25 de abril", de 23 a 5 de maio de 2015, na BiBlioteca Escolar.

 
Concebida pela professora Anabela Fernandes
 
 
 
 
 
 





25 de abril na nossa Biblioteca Escolar... "A Liberdade está a passar por aqui..."



A BE evoca  o 25 de abril e promove o valor supremo, a liberdade, através de algumas iniciativas formativas.
 

Que o poema seja microfone e fale
uma noite destas de repente às três e tal
para que a lua estoire e o sono estale
e a gente acorde finalmente em Portugal.


                                 Manuel Alegre  in "Poemarma"
 
                                         





para além dos olhos...

 



                  

Dia Mundial do Livro na nossa Escola.


A 23 de abril, “Dia Mundial do Livro”, a equipa da Biblioteca Escolar conta com a vossa particular colaboração na formação de novos leitores.

No início ou no final da aula, num gesto simples, faça uma leitura coletiva do excerto da aplaudida e premiada BD - “Persépolis” da iraniana Marjane Satrapi,  (blog da BE, etiqueta “efemérides”), entusiasmando os seus alunos para a sua leitura integral.

Nesta data tão significativa, não perca a oportunidade de revelar a importância da literatura como um meio eficaz de combater injustiças e de exercer uma influência benéfica na mudança do mundo.

Abracemos, pois, a ideia de divulgar livros extraordinários e inesquecíveis.

 

 
 

Sinopse

 
Com esta memória inteligente, divertida e comovente de uma rapariga que cresce no Irão durante a Revolução Islâmica, Marjane Satrapi consegue transmitir uma mensagem universal de liberdade e tolerância. Persépolis desenha um retrato inesquecível do dia-a-dia no Irão, as desconcertantes contradições entre a vida familiar liberal e a repressiva vida pública com um regime pedagógico que atentam contra toda liberdade individual. Intensamente pessoal, profundamente político e totalmente original, Persépolis é ao mesmo tempo uma autobiografia e um chamamento perturbador sobre o custo humano da guerra e da repressão política.  
                                                                                                                Editora Contraponto

Críticas de imprensa

 
«Além da expressividade das suas pranchas a preto-e-branco, o que torna irresistível a arte narrativa de Satrapi é a forma como a vida da autora nos surge de forma realista e verosímil, poucas vezes grandiosa, quase sempre banal, conseguindo-se através dela vislumbrar os grandes movimentos e contradições da sociedade iraniana, muito mais complexa do que sugerem quase todos os discursos ocidentais sobre a antiga Pérsia.»
                                                                                                                      José Mário Silva, Expresso


«Um livro revelador, cativante e inesquecível. Uma obra extraordinária.»
The New York Review of Books
 
«Um verdadeiro triunfo. Tal como Maus, Persépolis é um daqueles romances gráficos capazes de seduzir até os mais relutantes. A forma como Satrapi combina a intimidade, a ironia e a ternura é simplesmente genial.» Libération

Leitura do excerto: 

 
 


Quem quiser, pode optar pelo visionamento do filme francês de animação, alvo de vários prémios.

 

Sinopse: Persepolis é um filme francês de animação de 2007, baseado no romance gráfico autobiográfico homônimo de Marjane Satrapi. O filme foi escrito e dirigido por Satrapi e Vincent Paronnaud. Sua trama começa pouco antes da Revolução Iraniana, quando Marjane atinge a adolescência, e acaba quando ela é uma expatriada de 22 anos. O título é uma referência à cidade histórica de Persépolis.

 
 
 
 

 

 

 

domingo, 19 de abril de 2015

A propósito...


do estudo d' Os Lusíadas

A dor feminina sempre presente, no momento da partida das naus...




Praia das Lágrimas

Ó mar salgado
eu sou só mais uma
das que aqui

choram e te salgam a espuma.

Ó mar das Trevas que somes galés
meu pranto intenso
engrossa as marés.

Ó mar da india
lá nos teus confins
de chorar tanto
tenho dores nos rins.

Choro nesta areia
salina será
choro toda a noite
seco de manhã.

Ai ó mar Roxo
ó mar abafadiço
poupa o meu homem
não lhe dês sumiço.

Que sol é o teu
nesses céus vermelhos
que eles partem novos
e retornam velhos.

Ó mar da calma
ninho do tufão que é do meu amor
 seis anos já lá vão.

Não sei o que os chama
aos teus nevoerios
será fortuna
ou bichos-carpiteiros.

Ó mar da China
Samatra e Ceilão
não sei que faça
sou viuva ou não.

 Não sei se case
notícias não há
será que é morto
ou se amigou por lá.
 
                Carlos Tê, Auto da Pimenta

sugestão musical...



sexta-feira, 17 de abril de 2015

Dia Internacional de Monumentos e Sítios: "Conhecer, Explorar, Partilhar..."

 
 
Tantas iniciativas culturais que pode aproveitar gratuitamente...


 Dia Internacional dos Monumentos e Sítios é celebrado a 18 de abril.

A data visa promover os monumentos e sítios históricos e valorizar o património português, ao mesmo tempo que tenta alertar para a necessidade da sua conservação e proteção. O tema de 2015 é "Conhecer, Explorar, Partilhar".

Neste dia decorrem várias iniciativas para celebrar a data, como visitas e entradas gratuitas nos monumentos. Ao longo da semana que integra este dia, também se realizam comemorações por todo o país, todos os anos com um novo tema.                                      

                                                                                                                           Calendar Portugal

Programa Geral

 
DIMS 2015
 
 
 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Hoje, No Dia Mundial da Voz...


Dia Mundial da Voz assinalado de norte a sul do país
 


O Dia Mundial da Voz, esse importante instrumento de comunicação, volta a assinalar-se a 16 de Abril. Em Portugal, há eventos previsto de norte a sul do país que contam com concertos, rastreios e outras iniciativas. Para assinalar o dia, o Boas Notícias deixa também algumas dicas para manter uma voz saudável.

No total, são
25 eventos que animam o país recordando a importância da voz e partilhando dicas para manter uma voz saudável.

Neste dia será inaugurado, no Youtube, o projeto TvVoice, fundado por dois Terapeutas da Fala, oriundos de Portugal e do Chile. O objetivo é dar visibilidade ao trabalho nas diferentes áreas da Voz, quer a nível científico quer a nível artístico.

Em Lisboa, a Sociedade Portuguesa de Terapia da Fala recebe, no Teatro A Barraca, em Santos, dois convidados especiais para uma conversa com o público - o otorrinolaringologista Luís Antunes e o ator Miguel Martins, que fará a recitação de poemas.

                                                                                                                          Boas Notícias
 
Mais informações:

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Não perca a oportunidade.... Fórum internacional "O Lugar da Cultura" em Lisboa



O Lugar da Cultura

Modelos de desenvolvimento
para o século XXI



O Fórum Internacional "O Lugar da Cultura" começa na quarta-feira, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, para debater, durante três dias, o papel da cultura nos modelos de desenvolvimento das sociedades atuais.
                        Notícias ao Minuto     
                                                                                                                    

Saber mais:
 

terça-feira, 14 de abril de 2015

Recordação da formação na nossa Biblioteca Escolar


Urge preservar para não restaurar…


A preservação e conservação física e intelectual do património documental garantem memória social, acrescentando valor às Instituições, no domínio da pesquisa e da construção do conhecimento.

Preocupada com a conservação do seu acervo bibliográfico, a BE dinamizou uma ação de formação no âmbito da “conservação preventiva e do restauro”, nos dias 5 e 12 de fevereiro de 2015, ministrada pela Drª Lia Jorge.

Um grupo de docentes adquiriu conhecimentos relevantes sobre esta temática.
Futuras formações podem surgir, mediante o interesse manifestado.

 



 

 
 
 
 
 
 

100 livros portugueses do século XX




                                                                                             por Fernando Pinto do Amaral
                                                      
                                                              in Jornal O PÚBLICO - 'Mil Folhas', 27 de Abril de 2002


- A Cidade e As Serras, Eça de Queirós (1845-1900)

- Gente Singular, Manuel Teixeira Gomes (1860-1941)

- Marânus, Teixeira de Pascoaes (1877-1952)

- Húmus, Raul Brandão (1867-1930)

- Pedro o Cru, António Patrício (1878-1930)

- Terras do Demo, Aquilino Ribeiro (1885-1963)

- Clepsidra, Camilo Pessanha (1867-1926)

- Ensaios, António Sérgio (1883-1968)

- Canções, António Botto (1897-1959)

- Poemas de Deus e do Diabo, José Régio (1901-1969)

- A Selva, Ferreira de Castro (1898-1974)

 - Charneca em Flor, Florbela Espanca (1894-1930)

- Gladiadores, Alfredo Cortês (1880-1946)

 -Mensagem, Fernando Pessoa (1888-1935)

 - A Criação do Mundo, Miguel Torga (1907-1995)

 - Sedução, José Marmelo e Silva (1913-1991)

 - Nome de Guerra, Almada-Negreiros (1893-1970)

- Contos Bárbaros, João de Araújo Correia (1899-1985)

 - Gaibéus, Alves Redol (1911-1969)

 - Solidão/Notas do Punho de Uma Mulher, Irene Lisboa (1892-1958)

- Apenas Uma Narrativa, António Pedro (1909-1967)

- O Barão, Branquinho da Fonseca (1905-1974)

 - Historiazinha de Portugal, Adolfo Simões Müller (1909-1989)

- Noite Aberta Aos Quatro Ventos, Adolfo Casais Monteiro (1908-1972)

- Mau Tempo No Canal, Vitorino Nemésio (1901-1978)

 - O Caminho da Culpa, Joaquim Paço D'Arcos (1908-1979)

 - O Dia Cinzento, Mário Dionísio (1916-1993)

 - Poesia, Sophia de Mello Breyner Andresen (n.1919)

 - Poesias, Álvaro de Campos

 - Odes, Ricardo Reis

 - Poemas, Alberto Caeiro

 - Poesias, Mário de Sá-Carneiro (1890-1916)

 - A Toca do Lobo, Tomás de Figueiredo (1902-1970)

- Ossadas, Afonso Duarte (1884-1958)

- As Mãos e os Frutos, Eugénio de Andrade (n.1923)

 - Poesia I, José Gomes Ferreira (1900-1985)

 - Retalhos da Vida de Um Médico, Fernando Namora (1919-1989)

 - A Secreta Viagem, David Mourão-Ferreira (1927-1996)

 - O Fogo e As Cinzas, Manuel da Fonseca (1911-1993)

- Pelo Sonho é que Vamos, Sebastião da Gama (1924-1952)

 - A Sibila, Agustina Bessa-Luís (n. 1922)

 - História da Literatura Portuguesa, António José Saraiva (1917-1993) e Óscar Lopes (n. 1917)

- Movimento Perpétuo, António Gedeão (1906-1997)

 - Dimensão Encontrada, Natália Correia (1923-1993)

 - Pena Capital, Mário Cesariny (n. 1923)

 - Teatro, Bernardo Santareno (1924-1980)

- A Origem, Graça Pina de Morais (1929-1992)

 - Léah, José Rodrigues Miguéis (1901-1980)

 - No Reino da Dinamarca, Alexandre O'Neill (1924-1986)

 -A Cidade das Flores, Augusto Abelaira (n. 1926)


- Bastardos do Sol, Urbano Tavares Rodrigues (n. 1923)

- Tanta Gente, Mariana..., Maria Judite de Carvalho (1921-1998)

- A Colher na Boca, Herberto Helder (n. 1933)

- Felizmente Há Luar!, Luís de Sttau Monteiro (1926-1993)

 - O Palhaço Verde, Matilde Rosa Araújo (n. 1921)

- Rumor Branco, Almeida Faria (n. 1943)

- Xerazade e os Outros, Fernanda Botelho (n. 1926)

- A Torre da Barbela, Ruben A. (1920-1975)

 - Praça da Canção, Manuel Alegre (n. 1936)

 - Estou Vivo e Escrevo Sol, António Ramos Rosa (n. 1924)

- Teoria da Literatura, Vítor Manuel de Aguiar e Silva (n. 1939)

 - O Delfim, José Cardoso Pires (1925-1998)

- A Noite e o Riso, Nuno Bragança (1929-1985)

- As Aves, Gastão Cruz (n.1941)

 - Maina Mendes, Maria Velho da Costa (n. 1938)

- Peregrinação Interior, António Alçada Baptista (n. 1927)

- A Raiz Afectuosa, António Osório (n. 1933)

- Novas Cartas Portuguesas, Maria I. Barreno (n.1938), Maria T. Horta (n. 1937) e Maria V. da Costa

 - Os Sítios Sitiados, Luiza Neto Jorge (1939-1989)

 - Paisagens Timorenses com Vultos, Ruy Cinatti (1915-1986)

- Toda a Terra, Ruy Belo (1933-1978)

- O Que Diz Molero, Dinis Machado (n. 1930)

 - Finisterra, Carlos de Oliveira (1921-1981)

 - O Labirinto da Saudade, Eduardo Lourenço (n.1923)

- Rosa, Minha Irmã Rosa, Alice Vieira (n.1943)

- Sinais de Fogo, Jorge de Sena (1919-1978)

 - Instrumentos Para a Melancolia, Vasco Graça Moura (n. 1942)

 - Uma Exposição, João M. F. Jorge (n. 1943), Joaquim M. Magalhães (n. 1945), Jorge Molder (n. 1947)

- O Silêncio, Teolinda Gersão (n. 1940)

 - Livro do Desassossego, Fernando Pessoa-Bernardo Soares

 - Memorial do Convento, José Saramago (n.1922)

 - Os Universos da Crítica, Eduardo Prado Coelho (n.1944)

- Para Sempre, Vergílio Ferreira (1916-1996)

- Amadeo, Mário Cláudio (n. 1941)

 - Um Falcão no Punho - Diário I, Maria Gabriela Llansol (n. 1931)

- Adeus, Princesa, Clara Pinto Correia (n.1960)

- As Moradas 1 & 2, António Franco Alexandre (n. 1944)

- O Medo, Al Berto (1948-1997)

- Gente Feliz com Lágrimas, João de Melo (n. 1949)

 - O Pequeno Mundo, Luísa Costa Gomes (n. 1954)

- A Ilha dos Mortos, Luís Filipe Castro Mendes (n. 1950)

- A Musa Irregular, Fernando Assis Pacheco (1937-1995)

 - Um Canto na Espessura do Tempo, Nuno Júdice (n. 1949)

- Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde, Mário de Carvalho (n. 1944)

- Vulcão, Luís Miguel Nava (1957-1995)

- Guião de Caronte, Pedro Tamen (n. 1934)

 - Geórgicas, Fernando Echevarría (n. 1929)

 - O Vale da Paixão, Lídia Jorge (n. 1946)

- Cenas Vivas, Fiama Hasse Pais Brandão (n. 1938)

 - Não Entres Tão Depressa Nessa Noite Escura, António Lobo Antunes (n. 1942)

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Morreu Günter Gras

Günter Grass faleceu esta segunda-feira, aos 87 anos. O autor de ‘A Ratazana’ foi prémio Nobel da Literatura em 1999.


Morreu Günter Grass

Notícias ao Minuto

sexta-feira, 10 de abril de 2015

19 abr - Jornadas de Porta Aberta, com espetáculos e atividades de entrada livre* - TEATRO D. MARIA II



No mês de abril, o TNDM II associa-se ao projeto O Lugar da cultura - Modelos e desafios, uma iniciativa do Secretário de Estado da Cultura que reflete sobre a "presença da cultura no modelo de desenvolvimento português e europeu no século XXI". 

Qual é o espaço que a cultura deve ocupar na atualidade? Que modelo de desenvolvimento queremos? Estas são as perguntas que servirão de ponto de partida para uma série de colóquios e debates que decorrerão no Centro Cultural de Belém, de 15 a 17 de abril. Conheça o programa completo e inscreva-se em www.olugardacultura.pt.

No dia 19 de abril, e no âmbito desta iniciativa, o TNDM II associa-se com uma série de espetáculos e atividades de entrada livre:

11h30 - Uma aventura no tempo e O Vampiro que bebia groselha (leitura de contos para a infância)

15h30 às 16h - O Nacional está a arder! (exposição)

15h30 às 16h - Alexandre Farto aka Vhils no TNDM II (exposição)

16h - O Fim das possibilidades (espetáculo)

16h15 - Três parábolas da possessão (espetáculo)


Notas importantes sobre o levantamento de bilhetes: 
- Leitura de contos para a infância - entrada livre mediante o levantamento de bilhetes no próprio dia, na bilheteira do TNDM II, a partir das 10h30. Sujeita à lotação disponível. As crianças deverão ser acompanhadas por um adulto. 
- Exposições - entrada livre para portadores de bilhetes para os espetáculos da Sala Garrett.
- O Fim das possibilidades e Três parábolas da possessão - entrada livre mediante o levantamento de bilhetes no próprio dia, na bilheteira do TNDM II, a partir das 14h. Limite de 2 bilhetes por pessoa, sujeito à lotação disponível. Para este dia não se aceitam reservas de lugares.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

A propósito de Camões, considerado o maior poeta da língua portuguesa

Camões e a tença

Irás ao Paço. Irás pedir que a tença

Seja paga na data combinada

Este país te mata lentamente

País que tu chamaste e não responde

País que tu nomeias e não nasce


Em tua perdição se conjuraram

Calúnias desamor inveja ardente

E sempre os inimigos sobejaram

A quem ousou seu ser inteiramente


E aqueles que invocaste não te viram

Porque estavam curvados e dobrados

Pela paciência cuja mão de cinza

Tinha apagado os olhos no seu rosto


Irás ao Paço irás pacientemente

Pois não te pedem canto mas paciência


Este país que te mata lentamente.





Sophia de Mello Breyner Andresen  In Obra Poética